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"Senhor Messias, o verdadeiro salvador é Cristo"

O Bom Velhinho diz que acredita na Ciência, que vai se vacinar e pede que o Brasil lute pela vida, "o maior bem que temos"

Públicado em 

24 dez 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

A tradição está mantida, embora este ano tenha sido um pouco mais complicada por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas nada que a internet não possa resolver. Papai Noel, por vídeo, em mais uma entrevista de fim de ano à coluna, conta como vai trabalhar nesta noite (24) e os cuidados que vai tomar para se proteger da doença.
Ele, que faz parte do grupo de risco, está equipado com máscara e álcool em gel e, o mais importante, senso de responsabilidade para não se aproximar muito das pessoas. Morador da gelada Lapônia, o Bom Velhinho espera ansiosamente pela vacina contra o vírus e não quer saber dessas teorias da conspiração relativas à eficácia do imunizante. Ele acredita plenamente numa solução científica: “Claro que vou tomar a vacina! Acredito na Ciência!”

O senhor vai trabalhar este ano mesmo com a pandemia?

Meu filho, tenho que entregar presentes pelo mundo afora, é a razão da minha existência. Claro que estou tomando minhas precauções: vou usar máscara, estou com estoque reforçado de álcool em gel, não me aproximarei das pessoas… Vou seguir todos os protocolos prescritos pelas autoridades da saúde. Afinal, faço parte do grupo de risco para a Covid, né?

O senhor vai tomar a vacina?

Claro que vou! Acredito na Ciência e na vida.

E qual vacina?

Qualquer uma, meu filho, não tenho preconceito. Eu quero é viver com segurança e que a humanidade viva também. Você quando toma remédio, fica olhando de qual país é o laboratório? Pelo amor de Deus... Bem, não vou falar o que acho disso, melhor me conter. Papai Noel não pode perder a paciência. E nem a Ciência... Ho!  Ho! Ho!

Mas tem gente dizendo que a vacina chamada chinesa vai, entre outras coisas, manipular o cérebro das pessoas.

Quem diz isso, pode ficar tranquilo: não tem cérebro algum a ser manipulado. Ho! Ho! Ho! mais uma vez.

Mas no Brasil, por exemplo, o presidente diz que não vai tomar a vacina. O sr. concorda com ele?

Olha, não é esse mesmo moço que fica “receitando” remédios, como a cloroquina, para se curar da doença? Se ele não tem medo de tomar um remédio sem comprovação de eficácia alguma para combater a Covid, como ele resiste em se vacinar? Esse rapaz é meio estranho, né? 

O senhor é que está dizendo isso...

Vou aproveitar este espaço e mandar um recado ao seu presidente: o senhor tem Messias no nome, mas o verdadeiro salvador é Cristo, cujo aniversário comemoramos neste dia 25 de dezembro. Senhor presidente, lidere o povo pela vida. Faça a sua parte.

Como está sendo este ano para o senhor?

Meu filho, nunca imaginei passar por uma situação dessas. Nunca vi tanto sofrimento. A situação está sendo agravada porque muita gente não está se cuidando. Muitos estão com umas ideias negacionistas que só contribuem para que a pandemia cresça e se torne muito mais letal.

Entregar presentes é fácil? E a logística?

Meu filho, fácil é, mas em alguns lugares, como o Brasil, a coisa complica um pouco. Além ter muitas rodovias ruins, no seu país tem muita gente que acredita em Papai Noel. O problema aí não é logística, é de lógica mesmo. Ho! Ho! Ho!

Os prefeitos eleitos no Espírito Santo vão receber bons ou maus presentes em 2021?

Só o tempo dirá se eles serão bons ou maus meninos - e menina.

Apesar de tanta tristeza e sofrimento, é possível ainda ter um Natal feliz e em paz?

Sim, temos que acreditar na vida, na solidariedade, na fraternidade. E isso não é papo de comunista, não, apesar de eu usar vermelho (risos). Vamos fazer a nossa parte: não se aglomere; mantenha o distanciamento social; use máscara; lave bem as mãos com sabão ou sabonete; use álcool em gel. E lembrem-se: a vida é o maior bem que temos que preservar. Pra que tanta riqueza se a vida não existe? Um Feliz Natal a todos. Cuidem-se, meus filhos!

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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