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Leonel Ximenes

Papai Noel aos negacionistas: “Não acreditem em mim, acreditem nas vacinas”

Neste Natal, por intermédio da coluna, o Bom Velhinho faz um pedido em favor da vida. Vamos atendê-lo?

Públicado em 

25 dez 2021 às 00:01
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Vacina, o melhor presente de Natal e da vida
Vacina, o melhor presente de Natal e da vida Crédito: Amarildo
Neste período de Natal, Papai Noel, muito ocupado, não teve tempo de parar e conceder a tradicional entrevista à coluna. Mas ainda bem que existem os aplicativos de mensagens. Pois o Bom Velhinho, antenadíssimo, usou a tecnologia para mandar o seu recado neste fim de ano para toda a humanidade, que ainda está sofrendo com a pandemia de Covid-19.
Desta vez Papai Noel tem uma mensagem especial para os negacionistas (sim, por incrível que pareça, eles ainda existem em pleno século XXI), a quem pedem mais compreensão e racionalidade: “Meus filhos, vacina é uma conquista da humanidade que veio da inteligência do homem, uma dádiva de Deus. Vacinar-se, além de uma atitude racional, é um ato de amor que salva vidas, nossa maior riqueza. Vacinem-se e estimulem todos a se vacinar, por favor!”
Prestemos atenção no recado de Papai Noel: ele se veste de vermelho, mas não é comunista. Não precisam ter medo, tá?

"Por acaso alguém tem o ‘direito’ de colocar a vida das pessoas em perigo?"

“Meus filhos,
Que todos se sintam abençoados, com a graça de Deus. Estou aqui de volta e, a pedido da coluna, envio uma singela mensagem a todos vocês. Como sempre, neste período de Natal, estou ocupadíssimo, embora neste ano, especialmente no Brasil, não tenha conseguido muitos recursos para comprar presentes.
 Aquele moço, o Paulo Guedes, me atrapalhou muito. Também, pudera, ele reclama das domésticas na Disney, dos filhos de porteiros que fazem faculdade… Sabem o que eu acho? Esse ministro odeia os pobres. É um adepto da aporofobia, como bem diz o padre Júlio Lancelotti.
 Mas, embora com muitas dificuldades - gasolina cara, inflação sem controle, impostos altíssimos -, fiz o possível para atender a todos, especialmente as crianças, de quem nunca canso de admirar o brilho nos olhos quando elas estão felizes.
Neste ano, embora seja eu quem dê os presentes, vou ousar pedir um também. Diante de tanto sofrimento, de tantas perdas, como pode alguém se recusar a tomar a vacina contra a doença pandêmica? E, pior, tem gente que ainda faz campanha contra os imunizantes, os conhecidos antivax.
 E não é só no Brasil, apesar de o péssimo exemplo vir lá de cima, do Palácio do Planalto. Até na rica e civilizada Europa milhares de pessoas têm saído às ruas para lutar pelo ‘direito’ de não serem vacinadas. Direito? Por acaso alguém tem o ‘direito’ de colocar a vida das pessoas em perigo?
 Engraçado: na hora em que as pessoas querem ter orientação sexual própria e outros direitos correlatos, a maioria desses negacionistas é contra e muitos invocam até preceitos religiosos (deles) para regular a vida dos outros. Nessa hora não vale a liberdade, né?
 Por favor, sejamos racionais e ao mesmo tempo fraternos e solidários. Você que ainda não se vacinou, procure logo uma unidade de saúde e se imunize contra a Covid. Você que faz propaganda contra o imunizante, faça um exame de consciência e passe a estimular todo mundo a se vacinar e lutar pela vida.
 Não dê mau exemplo para seus filhos. Chega de tantas mortes, de tanto sofrimento. Não siga aquele moço de Brasília que só fala em armas e faz tudo para boicotar a vacinação. Você não tem nada a ganhar com isso. Preocupe-se com a sua história, com a herança moral que você vai deixar. Não fique conhecido por ser uma pessoa que, por ignorância, má-fé ou cálculo político, é um arauto da morte, do sofrimento.
 Se você ainda não estendeu a mão para o seu semelhante, comece a preparar o braço para a vida.
 Você é um presente de Deus, você importa, você é fundamental! Não coloque sua vida e a dos seus irmãos em perigo. Não precisa acreditar em mim, mas acredite na vacina. Acredite no amor, acredite na vida.
 Um santo e Feliz Natal a todos.”

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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