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Leonel Ximenes

No Espírito Santo, 50% dos feminicídios envolvem os maridos

Publicado em 08 de Fevereiro de 2019 às 20:44

Públicado em 

08 fev 2019 às 20:44
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
Em pouco mais de 30 dias, nove mulheres já foram assassinadas no ES. Crédito: Divulgação

Dados do Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Estado da Segurança Pública, apontam que os maridos foram responsáveis por 50% dos casos de assassinatos de mulheres até o último dia 4 de fevereiro no ES – nos outros 50% das ocorrências não foi informada a relação da vítima com os criminosos. Até essa data, já haviam sido registrados nove homicídios dolosos, sendo que seis deles se enquadram na categoria de feminicídio.

O perfil

O feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino. Decorre, muitas vezes, de circunstâncias de violência doméstica e familiar. A maioria das vítimas está na faixa etária entre 30 e 39 anos. Um total de 44% das mulheres tinha idade entre 35 e 39 anos, e 11% no intervalo de 30 a 34 anos.

As armas

Os criminosos que mataram mulheres neste ano utilizaram, na maioria das vezes, armas de fogo: 67%. Em seguida vem a arma branca (22%); outros meios representam 11%. Quarta-feira foi o dia com maior incidência de caso (33%), enquanto quinta-feira contou 22% dos homicídios dolosos de mulheres.

A cor

A maior parte das mulheres assassinadas neste ano tem cor parda: 75%.

O vazio

A página do PSB-ES no Facebook ficou 15 dias sem publicar ações do governo do Estado. A dúvida: os responsáveis pela página estão sonolentos ou o governo tem, até agora, pouca coisa para anunciar?

Melhor assim

Com a suspensão do contrato por um ano com a Unale, a inútil União dos Legislativos Estaduais, a Assembleia (o povo) vai economizar R$ 148 mil.

Made in ES

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL), virá ao Espírito Santo em breve para conhecer a estrutura da Secretaria de Controle e Transparência. Ele quer implantar a mesma modelagem da Secont no RJ.

O povo agradece

Por falar nisso, o titular da Secont, Edmar Camata, abriu mão do celular e do carro oficiais. E em duas vezes na semana ele vai de carona para o trabalho, outra duas vezes opta pelo ônibus e uma vez usa a bicicleta.

O samba sambou

Pelo segundo ano consecutivo Sérgio Meneguelli cancelou o desfile das escolas de samba em Colatina. O prefeito disse que vai gastar os R$ 230 mil previstos para a folia na construção de uma escola rural.

É o que temos

A prefeitura colatinense só promete ajudar pequenas bandas e blocos para animar os foliões.

O Renan capixaba

Na Câmara de Vitória, na última terça, o vereador Davi Esmael, em tom de ironia, chamou o colega Vinícius Simões de “Renan Calheiros”. O apelido surgiu porque Simões sugeriu a Roberto Martins que saísse do plenário para derrubar a sessão.

Tem castigo?

Roberto Martins ficou revoltado com a sugestão do colega: “Disse ao Vinícius que eu me envergonhava de ele ter sido meu aluno”, conta o professor-vereador.

Na Colômbia

Imagine o que aconteceria a um brasileiro se, na condição de ministro do governo da Colômbia, chamasse o povo colombiano de ladrão e canibal. Seria preso ou expulso, né?

No Brasil

Pois é, aconteceu aqui com o ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez. Ele ofendeu gravemente o povo brasileiro e nada aconteceu. Continua no cargo, perdidão.

Na ponte-aérea

O ex-governador Paulo Hartung, por conta dos seus novos compromissos profissionais, vai atuar com mais intensidade no eixo Rio-São Paulo.

Contando nos dedos

O placar do estádio Engenheiro Araripe, da Desportiva, não está funcionando. E o gramado, “ex-padrão Fifa”, parece o de um campo de várzea. Com todo o respeito à várzea.

Constatação

O governo está falando demais e acabando com a reforma da Previdência.

Alô, capixabas!

Será que nós é que teremos que deixar a Grande Vitória para que as poluidoras fiquem livres para continuar a jogar pó preto nas nossas cidades?

Leonel Ximenes

Leonel Ximenes Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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