A cidade de Boa Esperança, no Noroeste do Estado, teve uma sexta-feira agitada. É que uma médica cubana receitou para uma paciente um remédio de uso exclusivamente veterinário. O Otodermin, segundo a bula, é indicado para ser usado principalmente em infecções no pelo e nos ouvidos de cães e gatos, entre outras aplicações.
O erro foi descoberto quando a paciente, de posse da receita, foi comprar o remédio e o farmacêutico a alertou que o medicamento era para ser utilizado em animais. A consulta foi realizada na Unidade de Saúde Erci Calvi, distrito de São José do Sobradinho.
A médica, segundo a coluna apurou, integrou o Programa Mais Médicos, do governo federal, mas acabou desertando e não voltou para Cuba, país responsável pelo envio desses profissionais ao Brasil.
Ela mora em Nova Venécia, mas toda semana vai a Boa Esperança atender pacientes que utilizam a rede municipal de Saúde.
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde de
Boa Esperança anunciou a abertura de procedimento junto ao
Ministério da Saúde para investigar o caso. “O Ministério foi acionado para que dentro de suas competências tome todas providências cabíveis já que a profissional é originária de outro país advinda ao município por meio do Programa Mais Médicos do Governo Federal.”
A seguir, a Secretaria de Saúde diz que vai pedir o afastamento da médica cubana. “A Secretaria de Saúde repudia integralmente o caso, lamenta o fato e presta irrestrita solidariedade à paciente. Solicitaremos ao Coordenador Estadual do Programa Mais Médicos o afastamento imediato da médica denunciada. Todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas”, diz a nota assinada pela secretária Municipal de Saúde, Michelli Rodrigues.