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Leonel Ximenes

Estado gastou R$ 6,2 milhões com jetons em 2018

Teve servidor que recebeu R$ 95,5 mil de gratificação ao longo do ano. As informações são do Portal da Transparência do governo

Publicado em 04 de Janeiro de 2019 às 20:16

Públicado em 

04 jan 2019 às 20:16
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
Teve servidor do Estado que recebeu R$ 95,5 mil de jetons no ano passado. Crédito: Divulgação

Somente no ano passado, o governo do Estado pagou R$ 6,2 milhões em jetons para servidores que participaram de reuniões – muitas delas mensais – em conselhos. Teve servidor que recebeu R$ 95,5 mil de gratificação ao longo do ano. As informações são do Portal da Transparência do governo.

Haja dinheiro

Teve gente que recebeu R$ 75 mil, outro levou R$ 50 mil, outro 46 mil e por aí vai. Um ex-diretor-geral do Detran-ES, além do salário mensal de R$ 9,3 mil, embolsou R$ 62 mil de jetons no ano passado – R$ 5,1 mil, em média, mensalmente.

E agora?

Casagrande, em seu primeiro dia de trabalho, já anunciou medidas de austeridade – muito bem-vindas – como o corte de celulares e viagens. Tomara que o governador acabe também com essa farra de jetons no Estado. Vai ser uma economia e tanto.

Chega de mordomia!

O governo anunciou que não vai ceder celulares aos secretários de Estado. Nada mais natural: as operadores de telefonia têm planos, bem acessíveis, com todas as ligações grátis – inclusive interurbanas. Por que teria que manter essa mordomia?

Chega de mordomia! 2

Pra que centenas de carros oficiais à disposição de assessores? O Estado pode fazer convênio com empresas de aplicativos. Sai bem mais barato e são menos veículos circulando e poluindo. O povo agradece.

Chega de mordomia! 3

Ah, só lembrando: essas medidas austeras valem também para o Judiciário, o Legislativo, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e outros. Os tempos mudaram, gente!

Ave, César III!

O vereador César Lucas conseguiu seu terceiro mandato consecutivo na presidência da Câmara de Cariacica. Está no caminho de Ivan Carlini, em Vila Velha, que está no sexto.

Vale o escrito

Bolsonaro lançou moda: os secretários usaram caneta bic para tomarem posse no Estado. Casagrande assinou as nomeações com uma caneta prateada, mas bem simples.

Constatação

Ministro tem peso político. O que fala, mesmo na esfera privada, pode repercutir mal.

Só pensa naquilo

O ex-secretário de Segurança Nylton Rodrigues está lendo o livro “A Conquista do Brasil”. Mas em breve ele vai ouvir do prefeito Audifax, seu aliado e guru político, a palestra “Como Conquistar a Serra”.

Crise em Guaraparis

Não é só água que falta em Guaraparis. As senhoras de fino trato não estão conseguindo encontrar algodão nas farmácias para remover o esmalte das unhas da noite do Ano-Novo.

Sem cortes

O novo presidente da Câmara de Vitória, Cléber Félix, não é a favor do projeto de resolução que extingue 75 cargos comissionados na Casa.

O motivo

“A extinção dos cargos comissionados, sem a realização de concurso público específico, implicará interrupção do serviço público”, alega Félix

Em família

O casal Wesley e Hellida Goggi, assessores do então vice-governador César Colnago, foram demitidos.

Menos homicídios

O prefeito Neto Barros (PCdoB), de Baixo Guandu, o enclave comunista do Espírito Santo, comemora: em 2018, aconteceram cinco assassinatos na cidade; em 2011, esse índice chegou a 25.

Mais homicídios

Por falar nisso, Nova Rosa da Penha, em Cariacica, foi o bairro da Grande Vitória onde houve o maior crescimento percentual no número de homicídios, que quase dobrou: de sete registros em 2017, passou para 13 no ano passado.

Viva a vida!

A boa notícia vem de Nova Bethânia, em Viana: foram 10 assassinatos em 2017 e apenas um em 2018.

Estado de guerra

Em números absolutos, a região onde foram registrados mais homicídios no ano passado foi Santa Rita, Vila Velha: 28 casos (em 2017, houve 21 registros).

Alô, turistas!

O que está mais caro: os pedágios, as passagens aéreas ou a moqueca capixaba?

Leonel Ximenes

Leonel Ximenes Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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