Não é só a Polícia Militar que tem uma defasagem de integrantes na tropa, como mostrou nota anterior da coluna. O Corpo de Bombeiros do Espírito Santo tem um déficit de 38,55% de militares em seus quadros. A corporação deveria ter 1.800 integrantes exercendo suas funções, mas atualmente são 1.106 na ativa, sem contar aqueles que, porventura, estejam afastados pelos mais diferentes motivos.
Um alento para a instituição é que já há 154 alunos soldados em formação, que vão engrossar os quadros de praças, e mais um aluno oficial.
O principal problema dos Bombeiros é estar com sua base da pirâmide desguarnecida. O número de soldados combatentes previsto no quadro organizacional é de 715. No entanto, atualmente apenas 80 estão neste posto, havendo uma ocupação de 11,18% do que estava planejado para atender à população.
A quantidade de tenentes também está afetada. Dos 27 segundos-tenentes previstos, somente 15 estão na ativa, havendo 55,55% das vagas ocupadas. Já para a graduação de primeiro-tenente, é verificado que 10 têm este posto (quando 20 deveriam estar nele).
O planejamento dos Bombeiros é que haja espaço para médicos e dentistas entrarem na corporação já como primeiros-tenentes. A previsão é de vagas para cinco oficiais dentistas e mais seis médicos.