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Leonel Ximenes

Cartórios do ES lançam conta que reduz calote e insegurança nos negócios

Ferramenta digital garante que valores só sejam liberados após cumprimento de cláusulas contratuais

Publicado em 10 de Julho de 2025 às 03:11

Públicado em 

10 jul 2025 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Serviços de cartório
Para usar o novo serviço, basta entrar em contato com um Cartório de Notas habilitado e informar que deseja utilizar a Conta Notarial em uma negociação Crédito: Freepik
Situações como a compra de um imóvel, a encomenda de um produto ou o pagamento por um serviço ainda geram desconfiança entre as partes. Quem paga antes teme não receber; quem entrega antes teme não ser pago.
Para resolver esse impasse que paralisa negócios, gera litígios e aumenta o chamado Custo Brasil, os Cartórios de Notas do Estado passam a oferecer a Conta Notarial — uma nova solução pública e digital que permite o depósito do valor em custódia e sua liberação apenas após a verificação do cumprimento contratual por um tabelião.
Prevista no Marco Legal das Garantias (Lei Federal nº 14.711/23) com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios no país e inspirada em experiências internacionais, a Conta Notarial acaba de ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e já pode ser contratada diretamente junto a qualquer Cartório de Notas habilitado (contanotarial.org.br).

PARA QUE SERVE A CONTA NOTARIAL

A Conta Notarial atende a uma ampla gama de transações, desde as mais simples, com cláusulas condicionantes claras e objetivas, até as mais sofisticadas, com alto grau de complexidade, reduzindo o risco de inadimplência e aumentando a confiança mútua entre as partes em transações diversas como compra e venda de imóveis, acordos extrajudiciais, partilhas de bens, prestações de serviço e contratos, eventos com cláusulas de êxito e negociações futuras como safras agrícolas, entre outras.
O serviço também pode ser utilizado em operações de compra e venda de veículos, oferecendo mais segurança para transações que, frequentemente, geram incertezas quanto à entrega e ao pagamento. Com a Conta Notarial, o valor fica resguardado até que todas as etapas do acordo sejam cumpridas, protegendo as partes envolvidas e promovendo maior previsibilidade nas negociações.
A Conta Notarial foi regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
A Conta Notarial foi regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Crédito: Sinoreg-ES
A operação é simples: o valor fica temporariamente custodiado em instituição financeira conveniada ao Colégio Notarial do Brasil – entidade que reúne os Cartórios de Notas do país – e o tabelião só autoriza a liberação após verificar que a cláusula prevista foi cumprida, o que reduz a insegurança, evita fraudes e agiliza a realização de negócios.
“A Conta Notarial representa um avanço significativo para a economia no Brasil”, destaca Fabiana Aurich, vice-presidente do Sindicato dos Notários e Registradores do Espírito Santo (Sinoreg-ES). “Ela assegura que os valores fiquem sob gestão do tabelião, que somente depositará na conta indicada quando da exata e inconteste verificação do cumprimento das condições do negócio, oferecendo proteção para ambas as partes, além de colaborar para a redução dos custos com crédito e do volume de ações judiciais, promovendo a desjudicialização”, complementa.

COMO PROCEDER

Para usar o novo serviço, basta entrar em contato com um Cartório de Notas habilitado e informar que deseja utilizar a Conta Notarial em uma negociação. O cartório dará andamento ao processo diretamente pelo sistema do banco parceiro, onde o valor ficará guardado de forma segura.
Em seguida, o cidadão assina digitalmente pela plataforma e-Notariado um formulário autorizando a operação - a operação também pode ser feita presencialmente. Depois disso, o dinheiro fica em custódia e só será liberado quando o tabelião verificar que as condições do negócio pactuado foram integralmente cumpridas.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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