O jornalista americano Dan Buettner publicou pela editora da National Geographic o livro “The Blue Zones Kitchen - 100 recipes to live 100“. Em tradução livre: “A Cozinha das Zonas Azuis - 100 receitas para viver 100 anos”. Não há versão em português, mas o original em inglês pode ser adquirido na Amazon ($15 USD).
O jornalista estudou os padrões de vida das pessoas de regiões com as populações mais longevas e saudáveis do mundo, as “zonas azuis”. São Okinawa (Japão), Sardenha (Itália), Icária (Grécia), Nicoya (Costa Rica) e a comunidade adventista do sétimo dia de Loma Linda na California (EUA). Em todos esses locais as pessoas vivem muitos anos mais que o americano médio e gastam menos com saúde. As taxas de obesidade e diabetes são inferiores a 5%.
Além de hábitos saudáveis, o jornalista observou que, a despeito das diferenças culturais, as populações centenárias tinham perfil alimentar semelhante: 90% das calorias vinham de alimentos integrais, de origem vegetal. São dietas baseadas em grãos, verduras, tubérculos, nozes e feijões.
Comem peixe e ovos até três vezes nas semanas, sempre com muitos vegetais. Carne vermelha é consumida no máximo cinco vezes ao mês. O açúcar é um ingrediente raro nessas dietas. Alimentos multiprocessados simplesmente inexistem. Esse perfil de dieta reduz níveis de colesterol, controla melhor o peso corporal, reduz risco de diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.
O leitor poderia indagar: o que bebem os centenários? Água em abundância, chás de todos os tipos, café preto e vinho. Semanas atrás escrevemos aqui os vários benefícios do café. Refrigerante era simplesmente desconhecido pelas centenas de idosos entrevistados pelo jornalista. Especialmente na Sardenha, os italianos centenários têm ingestão equilibrada de vinho, sendo o predileto o Cannonnau di Sardegna, vinho tinto de uvas aragonesas.
O livro vale a leitura. Tem muitas receitas originais. Claro que uma nutrição adequada somente não garante longevidade, mas é um dos componentes para viver mais e melhor.