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Pandemia

Além de salvar vidas, o uso de máscaras pode salvar empregos

A perda de vidas foi banalizada com milhares de mortes diárias. Vou tentar então mudar o foco

Publicado em 06 de Maio de 2021 às 02:00

Públicado em 

06 mai 2021 às 02:00
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

Pessoas usando máscaras para se proteger do coronavírus
Usar máscaras sem deixá-las no queixo ou com o nariz de fora permanece como uma de nossas necessidades, por mais exaustos que estejamos Crédito: Diana.grytsku/Freepik
“Mask up for business!’’ Esta é a palavra de ordem divulgada no site da Sociedade de Doenças Infecciosas da América do Norte. Pelo menos para salvar empregos, manter a economia funcionando, use máscaras! Nem falo mais em salvar vidas, já que a perda dessas foi banalizada com milhares de mortes diárias. Vou tentar então mudar o foco!
Ando pela cidade e fico apavorado com a quantidade de lojas fechadas. O número de moradores de rua, a quantidade de desempregados, vários setores da economia no chão, tudo gera desalento. Claro, seria ingênuo imaginar que a pandemia não traria graves consequências econômicas. Na história da humanidade, pandemias destruíram cidades e países. Só ignorância ou má fé para acreditar que seria possível tocar a vida e priorizar a economia à saúde. Eu sempre defendi que medidas duras com unidade nacional, se tomadas logo, teriam poupado mais vidas e empregos.
Os países que o fizeram se saíram melhor no controle da Covid-19 e na preservação de trabalho. Além, é claro, das vacinas, imprescindíveis para trazer a vida pré-pandemia de volta. Na verdade, nossa imensa desigualdade social, nosso transporte público abarrotado e insalubre, o exército de informais com subempregos tornaram nosso distanciamento social muito mais difícil. Erradicar a pobreza e reduzir as condições sub-humanas de vida desse imenso Brasil é uma tarefa que trará ganhos a toda a sociedade.
Depois de mais de 400 mil vidas perdidas, o país vive um momento de redução de transmissão. No Espírito Santo, caiu a procura às unidades e hospitais, que seguem com UTIs muito cheias, já que os doentes com Covid graves têm longa permanência. Vivemos um momento de alívio que não pode ser mal usado sob pena de risco de novas ondas. Afinal, o novo coronavírus não sobrevive no meio ambiente, mas apenas em nós, pessoas.
Como estamos anestesiados com tantas mortes, ao menos para preservar empregos e permitir recuperação da economia precisamos ter disciplina! Usar máscaras sem deixá-las no queixo ou com o nariz de fora, adiar ainda aglomerações, ter rigor no distanciamento social permanecem como nossas necessidades, por mais exaustos que estejamos. Uma parcela significativa da população vacinada e protegida só veremos no fim do ano, no mais promissor dos cenários.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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