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Covid-19

Um Natal a ser comemorado

É possível esperar que o novo governo federal que vai se instalar a partir de 1° de janeiro venha a adotar políticas de saúde assertivas, sem os vícios do negacionismo desastroso que marcou a gestão que finda junto com o ano

Publicado em 23 de Dezembro de 2022 às 00:15

Públicado em 

23 dez 2022 às 00:15
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

A Covid-19 transformou o Natal de 2020 em uma comemoração contida, discreta, íntima, quase individual. Foi o Natal da solidão. O vírus se espalhava rapidamente, multiplicando a quantidade de infectados e deixando um rastro dramático de mortes. A vacina ainda não estava disponível e enfrentava a ignorância dos negacionistas que, além de tentar desacreditá-la, retardavam a sua aquisição e a sua produção no Brasil. Foi o Natal da tristeza, do medo, da incerteza, da distância. Foi o Natal que não permitiu o abraço.
O Natal de 2021 foi o Natal da esperança. Graças à vacina, a quantidade de vítimas da Covid-19 já era cinco vezes menor que a do pico da pandemia ocorrido em abril. Ainda convivíamos com a ameaça de novas ondas da Covid-19, mas já era possível abraçar os nossos familiares confiantes na proteção da vacina. Foi possível – e indispensável – agradecer a Deus pela superação dos piores momentos da pandemia.
O Natal de 2022 merece ser comemorado. Apesar do desastre que foi a política governamental brasileira na área da saúde – com a resistência do governo federal em adotar as medidas recomendadas pelas autoridades da saúde de todo o mundo e a insistência em propagandear o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes – a pandemia está controlada no país.
Está controlada, mas ainda ameaça porque sempre surgem novas cepas do vírus que exigem a aplicação de novas vacinas. Mas é possível perceber que já sabemos como enfrentar a ameaça graças aos bons profissionais da medicina que, felizmente, são muito mais numerosos que os negacionistas da cloroquina.
Além disso, é possível esperar que o novo governo federal que vai se instalar a partir de 1º de janeiro venha a adotar políticas de saúde assertivas, sem os vícios do negacionismo desastroso que marcou a gestão que finda junto com o ano. Chega de termos ministros subalternos a uma diretriz anticiência que tantos prejuízos causou ao país. Que venha um governo mais responsável que faça o Plano Nacional de Imunização voltar a ser, como no passado, uma referência para o mundo.
As comemorações do Natal 2022 precisam, contudo, ter o pé no chão. A Covid-19 não acabou e, muito provavelmente, não acabará tão cedo. Mas hoje já estamos mais conscientes da gravidade da ameaça. Já sabemos, por exemplo, que teremos que tomar outras doses de vacina como, aliás, já fazemos anualmente com as vacinas contra a Influenza. Sabemos que devemos evitar aglomerações, usar máscara quando estamos doentes ou frequentamos locais com muitas pessoas, que o álcool em gel não pode desaparecer das nossas vidas. Só assim estaremos fazendo a nossa parte para que a pandemia não volte com força como aconteceu no passado.
Tomando esses cuidados, com os quais já estamos tão acostumados, o nosso Natal de 2022 pode ser verdadeiramente de comemoração. A comemoração da família, dos amigos, do reencontro, do abraço, e da certeza que, na área de saúde, é a ciência, com a proteção de Deus, a única capaz de indicar o caminho certo a ser seguido pela humanidade.

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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