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O mal da desinformação deve ser combatido no momento em que surge

É verdade que a mentira sempre esteve presente no meio político, mais ainda nas campanhas eleitorais. Mas é preciso reconhecer que a internet potencializou os danos por ela causados

Publicado em 08/11/2019 às 04h00
Atualizado em 08/11/2019 às 04h00
Fake News: notícias falsas tornaram-se frequentes na sociedade. Crédito: Divulgação
Fake News: notícias falsas tornaram-se frequentes na sociedade. Crédito: Divulgação

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas instituições voltadas ao combate à corrupção eleitoral é decidir sobre o que deverá – e poderá – ser feito no dia das eleições para minimizar os efeitos das fake news postadas na internet, a tempo de evitar danos à democracia. Esta discussão esteve presente no seminário “Democracia Digital – Eleições 2020”, realizado no dia 31 pela Escola Judiciária Eleitoral em parceria com o TRE-ES.

As fake news – particularmente as postadas nas campanhas eleitorais e, principalmente, no dia das eleições – não são apenas “uma fofoca digital” e sim uma ameaça ao Estado Democrático de Direito por contribuir para o desequilíbrio de forças em um momento decisivo da disputa eleitoral, como argumentou o advogado Haroldo Santos Filho. “É quando uma tênue fagulha pode se transformar em uma grande explosão”, explicou.

De fato, o poder de destruição de reputações de uma fake news na internet é enorme. Os recursos tecnológicos disponíveis permitem a disseminação de milhões de mensagens em uma fração de segundo. “A disputa se torna desigual, o não ético acaba esmagando o ético”, afirmou Santos Filho. No mesmo seminário, um representante da OAB considerou as mensagens falsas na internet como um desvirtuamento da democracia pelos seus “efeitos deletérios e gravosos”.

É verdade que a mentira sempre esteve presente no meio político, mais ainda nas campanhas eleitorais. Mas é preciso reconhecer que a internet potencializou os danos por ela causados. Por isso, os especialistas voltam a sua atenção para a identificação dos robôs utilizados na tentativa de combater o mal na origem.

Quando as mensagens são postadas no WhatsApp, as dificuldades de identificação dos autores são enormes por se tratar de um espaço privado em que as mensagens são criptografadas. “O WhatsApp é uma terra sem lei”, considera a Agência Lupa, que se dedica a checar se as informações divulgadas são falsas ou verdadeiras. Informa a Lupa que, nas eleições de 2018, das 50 imagens mais compartilhadas no WhatsApp, a checagem revelou que apenas quatro eram verdadeiras.

Os especialistas concordam que é preciso estancar a desinformação “na raiz”, ou seja, no momento em que ela surge. Para isso, recomendam campanhas educacionais de esclarecimento e obter o apoio das plataformas (principalmente o WhatsApp) para inibir as postagens por robôs.

E adotar a orientação de seguir o dinheiro através do monitoramento, em tempo real, da destinação dos recursos do fundo político de campanha para rastrear a destinação dos pagamentos feitos pelos partidos e candidatos.

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