Os títulos de “Cidadão Vitoriense” concedidos ao secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e ao subsecretário Luiz Carlos Reblin representam uma justa homenagem aos dois principais condutores do combate à pandemia da Covid-19 no Espírito Santo. Desde o primeiro momento da pandemia, Fernandes e Reblin estiveram na linha de frente conduzindo as equipes da área de saúde e tomando as decisões corretas nos momentos adequados com relação às medidas de restrição às atividades não essenciais, ao monitoramento da ocupação dos leitos hospitalares e à viabilização da vacinação, estratégias de enfrentamento da doença baseadas na ciência e nas recomendações das sociedades técnico-científicas.
São Nésio e Reblin que estão quase diariamente nas coletivas de imprensa orientando a população a como se comportar para evitar a disseminação do coronavírus. É comovente ver o esforço dos dois na pregação do distanciamento social, da higienização das mãos, do uso de máscaras, da necessidade de se evitar as aglomerações e da importância da vacinação, como formas de salvar vidas e impedir a superlotação da rede hospitalar.
Essa pregação se torna ainda mais essencial quando se sabe que, ainda hoje, está presente no país a onda negacionista, felizmente minoritária, dos que tentam – mesmo diante das quase 600 mil mortes – propagar a ausência de gravidade da mais letal pandemia dos últimos cem anos.
São os que, liderados pelo presidente da República, tentam deslegitimar a eficácia das vacinas, incentivar as aglomerações, a torpedear o uso de máscaras e a apostar na imunidade de rebanho e no absurdo tratamento precoce. São os que dizem, sem corar, que a Covid-19 nada mais fez do que encurtar a vida de algumas pessoas “por alguns dias ou semanas”.
O resultado das ações conduzidas por Fernandes e Reblin pode ser visto nos números do combate à pandemia no Espírito Santo. Em momento algum faltaram leitos para atendimento aos doentes – atualmente a ocupação de leitos de UTI está abaixo de 70% – e a vacinação completa (com a segunda dose ou dose única) já atinge a 42% da população.
Esses números são possíveis graças à gestão responsável do mapa de risco que atualiza semanalmente a situação da pandemia e define as restrições às atividades não essenciais em cada um dos municípios capixabas e à viabilização eficaz da disponibilização de leitos hospitalares e da vacinação.
A condução do combate à pandemia no Espírito Santo tem sido uma referência para os demais Estados da federação. Nos períodos de colapso no sistema de saúde do país, o Estado – graças ao seu estoque de leitos de UTI – chegou a socorrer doentes do Amazonas, um gesto humanitário que torna ainda mais admirável o trabalho das equipes de saúde capixabas.
É inacreditável que, mesmo com tantos resultados positivos, o combate à pandemia ainda sofra críticas de alguns. Críticas que foram adequadamente respondidas pelos numerosos aplausos que se seguiram à homenagem prestada, na Câmara de Vitória, a Nésio Fernandes e a Luiz Carlos Reblin, ilustres cidadãos vitorienses que tantas vidas salvam nesse difícil período da nossa história.