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Primeiro de Maio

Dia do Trabalho: a data, infelizmente, não pede apenas exaltação

O transcurso do Primeiro de Maio exige reflexão e exame de consciência, em nível pessoal e em nível social

Públicado em 

29 abr 2020 às 05:00
João Baptista Herkenhoff

Colunista

João Baptista Herkenhoff

Primeiro do Maio, Dia do Trabalho
Primeiro do Maio, Dia do Trabalho Crédito: Divulgação
Transcorre depois de amanhã o Dia do Trabalho. É uma data comemorada no mundo inteiro e também no Brasil. O Dia do Trabalho merece ser exaltado. Mas a data não pede apenas exaltação.
O transcurso do Primeiro de Maio exige reflexão e exame de consciência, em nível pessoal e em nível social. Em nível pessoal, será a partir do meu lugar social que devo refletir.
Se sou um trabalhador, devo considerar se tenho participado da luta dos trabalhadores por melhores salários e condições de trabalho, ou se tenho estado ausente dessas lutas.
Se o exame de consciência me conduzir a uma resposta negativa, devo me penitenciar e procurar me corrigir do desinteresse, ou pouco interesse.
Se tenho uma empresa, mesmo que seja uma pequena empresa, ou se integro uma corporação, devo estar em alerta para não incorrer em censurável omissão caso considere que salários de trabalhador e respeito a direitos trabalhistas não constituem problema meu.
Fala-se muito em PIB. Considera-se a dimensão do PIB como a medida para dizer se o Brasil está bem ou está mal. O mesmo índice nos leva a concluir se nosso Estado ou município merece aplauso ou censura. Não negamos que o PIB é importante, mas o PIB não é tudo.
Mais importante do que a linguagem do PIB é saber como o resultado do PIB é partilhado entre as pessoas. Se há ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobre, devemos deplorar os rumos do Brasil. Se os pobres tornam-se menos pobres celebremos este resultado.
Muito mais relevante do que considerar o PIB é verificar como está sendo feita a partilha do PIB, ou seja, examinar os índices de salário pagos pelas empresas, o respeito aos direitos trabalhistas e a busca para realizar a Justiça Social.

João Baptista Herkenhoff

É juiz de Direito aposentado e escritor. Aborda temas atuais com uma visão humanista, com foco nos direitos humanos. Escreve às quartas

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