Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Opinião Da Gazeta

Decepção no dia do trabalho

Escalada do desemprego no primeiro trimestre reflete ritmo fraco da economia e incerteza de investidores sobre redução do déficit fiscal

Publicado em 01 de Maio de 2019 às 00:34

Públicado em 

01 mai 2019 às 00:34

Colunista

Salário Crédito: Thinkstock/Thinkstock
O aumento do desemprego é, certamente, a maior frustração da sociedade brasileira neste Dia Internacional do Trabalho. Com as projeções de crescimento do PIB seguidamente revisadas para baixo e a confiança dos investidores abalada pelo marasmo no tratamento da crise fiscal (indefinição sobre a reforma da Previdência) o emprego não engatou ritmo de recuperação em 2019. O mercado continua se fechando para os trabalhadores.
Que decepção. O Brasil encerrou o primeiro trimestre com 13,4 milhões de desempregados. A taxa de desocupação é a mais alta desde o Dia do Trabalho em 2018. Avançou rapidamente nos últimos três meses, passando de 12,4% para 12,7% , o que representa a entrada de mais 1,2 milhão de pessoas na população desocupada, segundo o IBGE. Os pibinhos de 1% há dois anos seguidos (2017 e 2018) estão longe de atender toda a demanda da população por vagas de emprego.
Outro dado impressionante é o referente ao mês de março. A economia brasileira cortou 43.196 empregos com carteira assinada, número resultante de mais demissões (1.304.373) do que contratações (1.216.177), de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foi o primeiro resultado mensal negativo em 2019, o pior saldo para meses de março desde 2017, quando 62.624 trabalhadores foram desligados. Esse quadro reflete a apatia da economia em 2019, dando sequência ao ritmo devagar dos últimos dois anos. O crescimento ainda não decolou com Bolsonaro, apesar das reiteradas promessas do governo.
No Espírito Santo, a dinâmica local é melhor do que a nacional. No ano passado, o PIB estadual teve expansão de 2,4%. Já em 2019, o Índice de Atividade Econômica, apurado pelo Banco Central, acumula alta de 3,5%, mais do que o dobro no país, 1,6%. Ainda assim, até início deste ano, 219 mil pessoas estavam desempregadas no território capixaba, conforme pesquisa do IBGE.
Outro fato extremamente preocupante é a existência no Estado de 107 mil jovens (de 15 a 29 anos) que não estudam, não trabalham nem procuram emprego – os chamados “nem-nem-nem”. O que fazem? Que futuro os espera? Isso mexe com a dignidade das pessoas. É um quadro que desafia o poder público a implementar políticas de inclusão mais eficazes do que as já adotadas até agora.
Infelizmente, não se conhece remédio para reverter com rapidez o desemprego na proporção vista hoje. Mas o mínimo que se espera do governo é que ele zele pela sua credibilidade. Assim, o investimento privado irá ampliando a oferta de trabalho, conforme as circunstâncias.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O resgate emocionante de sobrevivente de terremoto retirado de escombros após oito dias na Venezuela
Imagem de destaque
Quem foi Maria Felipa, a escravizada liberta heroína da independência da Bahia que combateu marinheiros portugueses
Imagem de destaque
Como Trump virou presidente que mais enriqueceu na Casa Branca; em 12 meses, ganhou o equivalente a 614 mil anos de salário mínimo brasileiro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados