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Francisco Aurelio Ribeiro

Brasil não é quartel para que uso de armas de fogo seja liberado

Sou pacifista e abomino o uso indiscriminado de armas por qualquer pessoa. Só as treinadas deveriam usá-las

Publicado em 19 de Junho de 2019 às 23:13

Públicado em 

19 jun 2019 às 23:13

Colunista

Porte de armas Crédito: Divulgação
O ser humano é um animal violento, talvez o mais agressivo de todos, pois mata sem motivo, de qualquer modo e não apenas para se defender ou para se alimentar, como a maioria no reino animal. A jovem Ketelin Sampaio, 16 anos, morreu à toa, vítima de um assalto, quando estava com os padrinhos, num supermercado, na Serra, assim a fisioterapeuta Jéssica, 23 anos, assassinada em Ibatiba.
De acordo com o Atlas da Violência de 2018, quase um milhão de brasileiros morreram vitimados por disparos de arma de fogo, em nosso país, de 1980 a 2016. E o pior, a maioria era jovem, representando 53,7% das vítimas totais no país, a maioria absoluta, 94,6%, homens.
Ou seja, estamos perdendo a nossa juventude para a violência, o crime organizado e a falência do poder público em oferecer escolarização e condições de empregabilidade para aqueles que deveriam ser o futuro de nosso país.
Homicídio é a causa de morte de quase a metade da população brasileira de 15 a 24 anos e mais de 70% dos homicídios, em nosso país, são provocados por arma de fogo, o que demonstra a clara relação entre o número de armas de fogo e as mortes violentas, conforme o documento citado.
Para ele, sem a atual legislação que impõe restrição às armas, a taxa de homicídios seria ainda maior que a observada, já que as cidades que mais tiveram aumentos nos homicídios totais também foram as que sofreram com maior crescimento de óbitos causados por disparos de armas de fogo.
Sou pacifista e abomino o uso indiscriminado de armas por qualquer pessoa. Somente as pessoas treinadas para usá-las ou os profissionais que delas necessitam para exercer a profissão o deveriam fazer. Até entendo que, diante da crise de segurança em que vivemos e da violência generalizada, queiramos ter uma arma para nos defender.
Só que dificilmente alguém consegue sacar uma arma e atirar, se o outro já está com a dele. Portanto, esse é um argumento falível. Ninguém se protege com uma arma e a possibilidade de fazer uso dela em discussões familiares ou no trânsito será muito grande. Para os que vivem em sítios isolados, um cão de guarda é uma boa defesa. Arma não protege ninguém.
Portanto, espero que o Congresso Nacional não aprove o decreto que permite o porte e a posse de arma por qualquer indivíduo, como já ocorreu no Senado. O Brasil não é um quartel, embora esteja sendo comandado por um capitão, e brasileiro não é soldado pra andar armado e bater continência ao primeiro grito de “direita, volver”. Quem almeja a paz deve se preparar para buscar e construir a paz, não a guerra.
 

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