Messi tem cinco gols (um dos artilheiros da Copa) e duas assistências nesse Mundial. Números que refletem suas atuações de gala até aqui. Liderança técnica da seleção argentina, Messi apareceu em todos os momentos que seu time precisou. Foi decisivo em todas as vitórias. É isso que se espera de um astro do futebol mundial: que ele brilhe quando necessário. E Messi tem feito isso com muita maestria.
E mais do que gols e assistências, encanta ver como Messi trata a bola. Trata com carinho, com intimidade. Protege a bola e a esconde dos adversários. O drible desconcertante, a mudança de direção, a movimentação que deixa o marcador perdido. Messi é diferente. Você, que é dessa geração, alegre-se de poder assistir Lionel Messi jogando futebol.
Messi é o termômetro desse time da Argentina. Quando os Hermanos perderam para a Arábia Saudita, a equipe tomou um grande susto na Copa. No jogo seguinte, contra o México, partida em que estive no estádio, o elenco argentino estava visivelmente com medo do fracasso. Jogadores nervosos e apreensivos ofereciam aos mexicanos a chance de eliminá-los da Copa. E foi aí que Messi resolveu a parada. Com o mínimo de espaço, acertou um chute para abrir o placar e dar a confiança que seus companheiros precisavam.
Na sequência, contra a Polônia, mais uma vitória argentina. Dessa vez sem gols de Messi, mas com nova atuação importante. E no mata-mata, ele carregou seu time contra Austrália, Holanda e agora diante da Croácia. Argentina na final da Copa do Mundo é sinônimo de grandes atuações de Messi. Por isso a seleção albiceleste chega muito forte à final, independentemente se o duelo for contra França ou Marrocos.