Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Adeus hexa

7 erros que levaram o Brasil à eliminação da Copa do Mundo do Catar

Em cinco jogos, o Brasil jogou bem no segundo tempo contra a Sérvia e no primeiro tempo contra a Coreia, fora isso mostrou muitas limitações

Publicado em 10 de Dezembro de 2022 às 12:55

Públicado em 

10 dez 2022 às 12:55
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Seleção Brasileira perde para Croácia nas quartas de final e é eliminada da Copa do Mundo do Catar.
Seleção Brasileira perde para Croácia nas quartas de final e é eliminada da Copa do Mundo do Catar. Crédito: Vitor Jubini
Pela quinta Copa do Mundo seguida, o Brasil é eliminado por uma seleção europeia na fase decisiva. Uma escrita indigesta para a seleção que é a maior campeã da competição e que agora vai igualar ser maior jejum de títulos. Quando chegarmos na Copa de 2026,  o Esquadrão Canarinho  completará 24 anos sem levantar a taça do Mundial. 
Com sua seleção mais preparada pós-geração de 2006, o desfecho do elenco comandado por Tite é trágico. Perder da forma como perdeu, com o jogo na mão, é dolorido. Mas é isso, futebol não é justiça, futebol é competência. Na hora do vamos ver, a Croácia foi mais competente que o Brasil. O time europeu conseguiu sair do buraco de uma iminente derrota na prorrogação, levar o jogo para os pênaltis e ter mais tranquilidade para conquistar a classificação na marca fatal. 
Ao longo do ciclo de Copa, a Seleção Brasileira cometeu erros em sua preparação, que culminaram em novos equívocos na Copa do Mundo do Catar e consequentemente causaram a eliminação precoce mais uma vez. Então vamos à lista dos 7 erros.  

1 - ACREDITAR QUE O FUTEBOL SUL-AMERICANO É PARÂMETRO PARA MEDIR A QUALIDADE

Brasil venceu o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo
Brasil venceu o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo Crédito: Lucas Figueiredo/CBF
Há ciclos, o Brasil domina o futebol sul-americano. Reina nas eliminatórias e enfileira números de melhor campanha e estatísticas. A euforia de estar sempre no auge cega. Cria um falso termômetro. É inacreditável como sempre acontece e nenhum treinador presta atenção nisso. Soma-se a isso as dezenas de amistosos contra seleções sem tradição no futebol. Faltam duelos contra seleções europeias fortes na preparação. 

2 - CONVOCAÇÃO ERRADA

Tite durante Convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo do Catar 2022.
Tite na convocação da Seleção Brasileira Crédito: Lucas Figueiredo/CBF
Pela primeira vez, a Fifa permitiu a convocação de 26 jogadores. Tite decidiu levar nove atacantes. Sendo que alguns mal jogaram. E onde o Brasil perdeu a Copa? No meio-campo, com um elenco carente de jogadores de criatividade. Meio-campistas com boas características defensivas, mas com pouca efetividade na criação e no ataque. 

3 - FALTA DE CONVICÇÃO

Everton Ribeiro durante jogo da Seleção Brasileira contra Camarões
Everton Ribeiro poderia ter ajudado mais na Copa, mas não teve oportunidade Crédito: Lucas Figueiredo/CBF
Tite parece não acreditar nos próprios jogadores que levou. Por vários momentos criação era um problema, o treinador tinha Éverton Ribeiro no banco, que é um jogador da posição, e não apostou no meia do Flamengo nos momentos em que ele poderia ajudar. Por que o convocou então? A questão aqui não é se Éverton merecia a convocação ou não? Mas se foi escolhido, por que não foi utilizado já que era o especialista de um setor carente do Brasil na Copa? 

4 - LATERAIS INOPERANTES OFENSIVAMENTE

Danilo durante treino da Seleção Brasileira
Danilo durante treino da Seleção Brasileira Crédito: Lucas Figueiredo/CBF
Ao longo da trajetória de Tite na Seleção criou-se uma máxima que com o esquema de quatro atacantes sendo dois abertos nas pontas, os laterais não precisariam atacar, se tornaram praticamente zagueiros pelos lados do campo. Mas ficou visível que toda vez que os adversários dobravam a marcação nos pontas, eles não conseguiam ser efetivos. Eles precisaram da aproximação dos laterais, e isso não existiu. Logo, o Brasil se tornou um time previsível e terminou encurralado. Foi travado pelos lados, e não conseguia criar por dentro. 

5 - FALTA DE VARIAÇÃO TÁTICA

Fred. Treino da seleção brasileira no estádio Grand Hamad em Doha no Catar
Fred em treino da seleção brasileira no estádio Grand Hamad em Doha no Catar Crédito: Vitor Jubini
O Brasil só soube jogar de uma mesma maneira, não houve variação tática. Todas as substituições de Tite eram seis por meia-dúzia. Tirava o titular e entrava um reserva que fazia exatamente a mesma função em campo. Não entrava nenhum jogador para mudar o estilo de jogo. As peças eram trocadas, mas o modelo de jogo permanecia. Quem entendeu a forma do Brasil jogar e tinha o mínimo de qualidade conseguiu neutralizar. 

6 - INSISTIR NO QUE JÁ NÃO DEU CERTO

O jogador Gabriel Jesus (d) e o goleiro Weverton durante o treino da   Seleção Brasileira
Gabriel Jesus é centroavante, jogou duas Copas e não marcou gols Crédito: ANDRE PENNER/AP
Entre os 26 convocados para Copa, algumas peças já tinham sido testadas à exaustão e não corresponderam, mas ainda assim estiveram no Mundial: caso de Gabriel Jesus. Já na Copa, alguns jogadores foram muito mal e seguiram muito utilizados: Raphinha e Fred por exemplo. 

7 - SUPERVALORIZAÇÃO

Raphinha durante jogo da Seleção Brasileira contra a Sérvia
Raphinha durante jogo da Seleção Brasileira contra a Sérvia Crédito: Lucas Figueiredo/CBF
É claro que o Brasil tem jogadores protagonistas no futebol mundial, titulares em grandes clubes europeus, e tem Neymar, que é craque. Mas hou uma dose generosa de confiança em jogadores que também são questionáveis e jogam em times médios da Europa. Danilo e Alex Sandro não são laterais dos sonhos, Paquetá é bom jogador, mas fez uma Copa abaixo. Raphinha já não vinha jogando nada no Barcelona. Se confiou muito em um favoritismo que se mostrou vulnerável.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Acidente complica trânsito na Rodovia das Paneleiras, sentido Vitória-Serra
Imagem de destaque
Novo Desenrola começa a valer nesta terça-feira (5)
Imagem BBC Brasil
Pesquisas eleitorais: o que são agregadores e o que podem (ou não) revelar

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados