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Integração

O Grande Espírito Santo, além de suas divisas, tem tudo para ganhar forma

A população somada do Sul da Bahia, Leste de Minas e Norte do Rio de Janeiro é maior que os próprios quatro milhões de capixabas. Essas regiões, com o nosso Estado, poderiam ser chamadas de Grande Espírito Santo

Publicado em 05 de Março de 2022 às 02:00

Públicado em 

05 mar 2022 às 02:00
Evandro Milet

Colunista

Evandro Milet

Não é novidade a presença nas escolas da Grande Vitória de estudantes do Sul da Bahia, não é novidade a quantidade de mineiros de Governador Valadares participando da economia do Estado, além da presença constante de mineiros em Guarapari, bem como é histórica a relação de Cachoeiro com o Rio de Janeiro e a presença capixaba no Norte do Rio.
Essas relações têm muito a ver com a distância de muitas cidades desses Estados para Vitória ser bem menor do que a distância para suas capitais, o que facilita o acesso a serviços de qualidade mais aqui do que lá e a oferta de serviços e produtos de empresas capixabas preferencialmente nessas regiões. A logística faz esse efeito.
A população somada do Sul da Bahia, Leste de Minas e Norte do Rio de Janeiro é maior que os próprios quatro milhões de capixabas e essas regiões, com o nosso Estado, poderiam ser chamadas de Grande Espírito Santo. Mas o que pode significar isso do ponto de vista econômico?
As reiteradas promessas de duplicação da BR 262 e BR 101, que cedo ou tarde vão se concretizar, aumentam ainda mais as possibilidades para esse Grande Espírito Santo. As novas ferrovias em planejamento e os portos da Imetame, Central e Petrocity também agregam potencial à ideia. A expansão dos aeroportos de Linhares e Cachoeiro também tem esse potencial, bem como a próxima concessão do Parque Nacional do Caparaó nos negócios de turismo.
E o que pode ser feito para aproveitamento pelo Estado?
O Instituto Jones poderia colocar em números essa região, mapear as oportunidades e alimentar as empresas locais de informações. O planejamento do Estado deveria abranger atividades de relacionamento com essa regiões e não apenas assistir passivamente a esse relacionamento crescente.
Projetos conjuntos com os governos desses Estados, como já acontece com a discussão da ferrovia para o Rio e a negociação de parceria com Minas para a utilização dos nossos portos para escoamento de sua produção, poderiam ser incrementados. Afinal, se os mineiros brincam que o Espírito Santo é a praia de Minas, podemos retribuir que Minas é a retroárea dos portos capixabas.
As áreas do ES próximas a essas regiões podem também aproveitar oportunidades. Afinal, muitas reclamam que o desenvolvimento do Estado só acontece no litoral. Colatina tem potencial para aproveitar desse planejamento. Venda Nova e Pedra Azul certamente se beneficiarão do turismo mineiro com uma nova BR 262.
Empresas comerciais capixabas normalmente começam sua expansão para fora do Estado por essas regiões. Instituições de ensino recebem muitos alunos delas. Uma atuação mais organizada, com informações consolidadas e projetos bem-planejados e executados ajudariam nesse processo.
Podemos ter um Estado real de quatro milhões de habitantes e um virtual de oito milhões. Muitas empresas de fora não são atraídas para o ES pelo pouco potencial do mercado. A atratividade mudaria se percebessem o Grande Espírito Santo com o dobro do tamanho.
Pode ser uma boa oportunidade para trabalhar e aproveitar.

Evandro Milet

É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia. Neste espaço, novidades e reflexões sobre mercado de trabalho e tecnologia têm sempre destaque.

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