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Sextas Crônicas

Vá procurar a sua turma

Tudo na campanha para levar "Ainda estou aqui" aos grandes prêmios internacionais tem sido genial. Walter Salles Jr. faz e acontece ao lado de uma incansável Fernanda Torres. Os dois sabem pelo que estão lutando. Assim como Selton Mello

Publicado em 13 de Dezembro de 2024 às 00:00

Públicado em 

13 dez 2024 às 00:00
Aurê Aguiar

Colunista

Aurê Aguiar

Já perdi as contas de todas as razões que me fazem gostar da Fernanda Torres. Desde sempre. Mas, em 2002, ela ganhou o meu coração com a série para TV “Os Normais”. Foi um marco na minha vida. Aquela relação engraçada e libertária combinava com o meu momento. Uma comédia ácida com a digital da Fernanda Young, na qual ela — a Fernanda Torres (Vani)  — e o Luiz Fernando Guimarães (Ruy) viraram amigos íntimos do público. Se fui infeliz assistindo a "Os Normais", não lembro.
Na verdade, sou muito fã das séries brasileiras. As comédias, então, acho imbatíveis. Tenho pavor daquelas séries de comédia enlatadas e suas claques incômodas que querem comandar e controlar até o momento do riso da gente. Outra série sensacional para maratonar e chorar de rir é "Tapas & Beijos", com Fernanda Torres (Fátima) e Andréa Beltrão (Sueli), considero uma obra-prima da TV brasileira. Uma das minhas preferidas também é "Pé na Cova", com Miguel Falabella e Marília Pêra, só para citar mais uma e aproveitar o embalo.
Tem tanta coisa para falar da Fernanda Torres que eu poderia escrever um livro de crônicas com esse único tema. Ainda não posso escrever sobre sua atuação como Eunice Paiva, de “Ainda estou aqui”, porque simplesmente não consegui assistir ao filme. Quero vê-lo acompanhada dos meus filhos, mas, morando em cidades diferentes, conciliar as agendas vira uma novela.
Tudo na campanha para levar o filme aos grandes prêmios internacionais tem sido genial. Walter Salles Jr. faz e acontece ao lado de uma incansável Fernanda Torres. Os dois sabem pelo que estão lutando. Assim como Selton Mello. Assim como Marcelo Rubens Paiva que, a despeito de tudo, permaneceu no Brasil. Essa é uma turma boa de participar.
É arrepiante ver brasileiros íntegros, talentosos, com histórias que fazem diferença positiva para a humanidade desfilarem em tapetes vermelhos mundo afora. Estamos em uma fase deliciosa em que grandes artistas latinos estão ganhando voz internacionalmente. Uma espécie de redescoberta da América Latina pelo caminho das artes. Quem aí não anda apaixonado pelo sambinha do Wagner Moura?
Walter Salles com Fernanda Torres e Selton Mello
Walter Salles com Fernanda Torres e Selton Mello Crédito: Reuters/Folhapress
Por falar em sambinha, já decidiu a playlist do Natal? Tem MPB lá? Uma marca sábia – francesa – enxergou essa onda de resgate do brasileirismo e chamou Fernanda Torres para convidar os brasileiros a fazerem um Natal cheio de borogodó. De tornar o simples extraordinário, de não se deixarem seduzir pelo clichê de flocos de neve dos natais gringos, porque aqui é verão, né?
Nem sempre estamos sabedores de nós. Um povo pode, sim, ser traumatizado o bastante para perder-se de si. Para ser obrigado a alheiar-se para sobreviver, para pertencer a um status quo de negação das subjetividades mais lindas que gente miscigenada possui e que estão gravadas na sua ancestralidade esquecida, descartada, desprezada.
Pertencer não é reduzir ou inchar para caber onde quer que seja. Isso é adoecer. Pertencer é habitar onde as existências te favorecem. A arte cura e “a vida presta”.
Bom Natal.

Aurê Aguiar

É jornalista e escritora, escreve quinzenalmente a coluna Sextas Crônicas

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