O anúncio da Caixa Econômica Federal de que irá trabalhar junto com startups para facilitar o atendimento bancário e a inclusão financeira dos microempreendedores informais soa como esperança de melhoria do cotidiano da vida econômica do país. São os mais vulneráveis economicamente neste cenário de crise. Será bem-vindo um programa de microfinanças.
O impacto será considerável no Espírito Santo. Segundo o IBGE, do total de 1,9 milhão de pessoas ocupadas no território capixaba aproximadamente 790 mil, o equivalente a 41,5%, atuam na informalidade. A maioria tocando micronegócios, com predominância no comércio de pequenas coisas e na prestação de serviços. A taxa de informalidade no Estado supera a nacional, que é de 40%.
Microempreendedores e trabalhadores informais estão sendo atendidos por programas sociais, como o auxílio emergencial na pandemia, que deve ser prorrogado com outras parcelas. Porém, não há dúvida de que precisarão de novas injeções financeiras depois desse momento mais agudo de crise. Por isso, a Caixa quer trabalhar com startups visando a permitir inclusão bancária e digitalização desses profissionais. O processo de inscrição de startups já está sendo realizado pelo site Caixa Lab, e deve durar quatro meses.
Espera-se que o dinheiro chegue aos informais antes que os seus negócios morram de inanição financeira. Cerca de 40 milhões de brasileiros não tinham conta bancária antes da pandemia. Grande parte deles, microempreendedores. E o número tende a aumentar em função do quadro de demissões.
No Espírito Santo, de janeiro a abril foram fechados 19 mil postos de trabalho. No país, o novo coronavírus já afastou 19 milhões de brasileiros das suas atividades profissionais. É muita coisa, considerando que o Brasil tem hoje 84,4 milhões de trabalhadores.
Desde março, mais de 2,3 milhões de pessoas recorreram ao seguro-desemprego. Muitos estão mergulhados na informalidade para sobreviver. Eles precisam de apoio financeiro, obviamente com juros compatíveis com as suas limitações.