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Alvaro Abreu

Descendo as ladeiras a bordo de rolimãs

Carrinho de rolimã povoa a cabeça de muito marmanjo velho que conheço. Eu tenho boas lembranças

Publicado em 24 de Janeiro de 2019 às 20:05

Públicado em 

24 jan 2019 às 20:05
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu

Carrinho de rolimã Crédito: Arabson
Recebi, com satisfação, o pedido de Dani, minha nora, para que fizesse um carrinho de rolimã para Biel, o caçula dela. Disse que o moleque tinha visto um deles num parque em São Paulo e ficou completamente vidrado. Carrinho de rolimã é algo que povoa a cabeça de muito marmanjo velho que conheço. Eu mesmo tenho boas lembranças de descer ladeiras em Cachoeiro a bordo de carrinhos feitos com tábuas de caixote e rolimãs conseguidos em oficinas de automóvel. Sou da turma dos que não puderam, por ter nascido antes do tempo, aproveitar as fortes emoções proporcionadas pelo skate, sobretudo quando se desce, em alta velocidade, estradas de regiões montanhosas, como se vê na TV.
Para quem não sabe, usa-se dois rolamentos maiores na traseira e dois menores no eixo dianteiro, que é pivotado no centro da parte da frente do carrinho, condição para que possa ser movido com os pés na hora de curvar. Como era pra criança, resolvi comprar quatro rolamentos iguais, novinhos e blindados. Gastei 40 reais e sai da loja achando que tinha feito um ótimo negócio. As madeiras comprei lá no Colodetti, onde sempre acho o que preciso nessas empreitadas. Paguei meio caro por um caibro de angelim e uma sobra de compensado naval de 10 milímetros, mais leve e fácil de carregar. Na volta pra casa, fui maquinando o projeto básico do bólido.
O ideal seria minimizar o trabalho com serrote, usar só quatro parafusos e fixar os rolimãs na madeira valendo-me somente do poder de fixação dos encaixes de alta precisão, dispensando travas e cunhas. Usaria freios dianteiros acionados com calcanhares, pressionando pedaços de sandália havaiana contra o chão, e instalaria um cabresto de cordão com empunhadura de bambu, para proporcionar sensação de segurança ao piloto.
Ontem, ao levarmos os netos para ver a lua cheia nascendo atrás do porto, vi que no final de rua tem uma excelente pista de teste, dotada de boa inclinação, piso regular e uma curva larga na parte baixa. É toda ladeada por muro de concreto, que impõe respeito e exige perícia do estreante.

Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

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