Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Transição energética

Prysmian investe na fábrica de VV e está pronta para atender eólicas offshore

Multinacional italiana, maior fabricante de sistemas elétricos e cabos do planeta, fez investimentos na unidade de Vila Velha e aguarda as encomendas

Publicado em 03 de Outubro de 2023 às 03:50

Públicado em 

03 out 2023 às 03:50
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho Abdo Filho
Fábrica da Prysmian, em Vila Velha
Fábrica da Prysmian, em Vila Velha Crédito: Abdo Filho
A multinacional italiana Prysmian, maior fabricante de sistemas elétricos e cabos do planeta, fez um investimento de R$ 400 milhões no Brasil. Parte desse bolo veio para a unidade da companhia em Vila Velha, que funciona dentro da área do porto e produz cabos umbilicais (por onde passam energia e óleo) para a produção offshore (no mar) de petróleo e gás natural. O cabo utilizado na geração energia eólica marítima é muito semelhante ao que é utilizado hoje e a planta capixaba já está pronta para produzi-lo. Só está faltando um detalhe para a engrenagem começar a rodar: as encomendas.
"O parque industrial da Prysmian, em Vila Velha, está pronto para fornecer cabos submarinos de energia para a geração eólica do Brasil. O que está faltando são as encomendas. Somos referência nessa área há muitos anos e estamos recebendo uma série de consultas, mas nada ainda está fechado", afirmou Raul Gil Boronat, CEO da Prysmian no Brasil.
O executivo disse que o marco regulatório para a instalação das pás eólicas na lâmina d'água do mar brasileiro precisa sair o quanto antes para destravar um negócio gigantesco que tem potencial para atrair centenas de bilhões de dólares para o Brasil e, claro, para o Espírito Santo. "O regulamento precisa sair o quanto antes. Os investidores estão aguardando para terem mais segurança. Vila Velha está em uma posição privilegiada para fornecer o produto, afinal, estamos dentro do porto, perto de áreas com bom potencial de geração e com tecnologia e produto de ponta para vender. A planta de Vila Velha é especializada em cabos submarinos, que é o que essa indústria vai precisar", explicou Boronat.
A estimativa do mercado é de que os cabos submarinos respondem por cerca de 35% dos custos de um projeto de eólica offshore. Não é pouca coisa. O valor, por gigawatt, de projetos dessa natureza, no Brasil, fica na casa dos R$ 15 bilhões.
O objetivo do governo federal é acelerar esse debate no Senado, onde tem um projeto de autoria do ex-senador Jean Paul Prates, que hoje preside a Petrobras, em tramitação. Os ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio lideram o debate e a costura da regulamentação, mas ainda não há uma data para que o documento saia. Em visita recente ao Estado, Prates disse que "a geração de energia eólica no mar aqui no Brasil é um fato que pode ser uma realidade em seis anos e que provavelmente será uma realidade em oito anos".

Abdo Filho

Abdo Filho Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Sirene - viatura
ES registra um golpe a cada 10 minutos com avanço de crimes virtuais
Sede do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo no Centro de Vitória
Pela 1ª vez na história, Arquivo Público do ES terá segurança 24h
O presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump
Tarifaço dos EUA: uma pancada a mais na indústria de rochas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados