Projetamos uma ligeira recessão. Em 2022, estamos esperando um crescimento de 2,6%, acima do que era projetado lá atrás e alto para o padrão recente do país. Só que 2022 tem dois momentos distintos: um primeiro semestre muito bom, mas um segundo semestre com os efeitos do aperto monetário (alta dos juros) começando a se manifestar de maneira mais intensa e mais clara sobre a atividade econômica. Portanto, acreditamos que, a partir do segundo semestre, iremos observar uma desaceleração. Nossa projeção é que o resultado do terceiro trimestre já virá bem abaixo dos trimestres anteriores, algo na casa de 0,3%, e que o quarto fique na estabilidade. Para 2023, nossa expectativa é de uma contração de 0,2%, refletindo os efeitos do aperto monetário que já estão contratados. Importante frisar que temos alguns impulsos pelo lado da demanda, destacadamente a recuperação do mercado de trabalho e a queda da inflação, mas não vemos como suficiente para evitar uma ligeira recessão no ano que vem.