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Negócios

Gigante HBR tem projeto de R$ 2,5 bi para montar aviões de carga no ES

Empresa de São Paulo quer fazer fábrica de conversão de aeronaves ao lado do Aeroporto de Linhares. Saindo do papel, o Estado vira um polo aeronáutico do país

Públicado em 

12 abr 2024 às 11:53
Abdo Filho

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Abdo Filho

Perspectiva do projeto da HBR para Linhares
Perspectiva do projeto da HBR para Linhares Crédito: Divulgação/HBR
A HBR Aviação, maior empresa de manutenção e montagem de aeronaves do Brasil, quer montar uma planta para a conversão de aeronaves de passageiros em aviões de carga em Linhares, ao lado do aeroporto da cidade. É uma espécie de estaleiro de aviões. Eles estão de olho em uma demanda cada vez maior por parte das empresas de e-commerce. Trata-se de um investimento de R$ 2,5 bilhões que abrirá 2 mil vagas de empregos diretos e 10 mil postos indiretos. A expectativa dos executivos da HBR, que estiveram no Espírito Santo esta semana, é fechar as tratativas ainda em 2024 e iniciar a operação em 2027.
"As empresas de comércio digital estão cada vez maiores e precisando entregar mais rapidamente. No mundo todo a demanda por aeronaves de carga, por causa desse movimento, cresceu muito. O que está acontecendo é que os aviões de passageiros estão sendo transformados em aviões de carga, no mundo já são várias plantas de conversão, o Brasil ainda não tem nenhuma, a primeira seria esta que queremos fazer em Linhares. É um investimento muito grande, complexo e que demanda muita mão de obra qualificada. O Espírito Santo é um Estado muito bem localizado, perto dos centros consumidores, equilibrado do ponto de vista fiscal e institucional e que oferece boas condições tributárias. Estamos, neste momento, fechando a questão da área, que é grande, são 1 milhão de m², e precisa ficar ao lado do aeroporto. Saindo, fica muito encaminhado para o projeto vir para o Estado", explicou Sérgio Gonçalves, diretor de Novos Negócios da HBR.
A ideia é converter até 100 aeronaves por ano na estrutura que será montada em Linhares. "Vai ser um polo aeronáutico muito importante para o Brasil, não é algo regional. O objetivo é fornecer aviões de carga para o mundo todo, é um projeto muito grande, inclusive para a HBR, afinal, é um novo negócio", assinalou o executivo. Serão 150 mil m² de área construída, 300 mil m² de pátio e 15 hangares. Só o hangar de pintura terá 15 mil m².
Gonçalves destaca a importância da formação de mão de obra, afinal, o objetivo é ter um parque mais eficiente que a média mundial. Hoje, um avião leva cerca de três meses para ser convertido. Em Linhares, a intenção é fazer isso em menos tempo. Por causa disso, a UVV vai montar um campus dentro da fábrica. "Vamos formar 500 engenheiros e técnicos de aeronáutica por ano. Todos especializados em equipamentos da Boeing, Airbus e Embraer. Não é algo simples, é uma indústria nova para a região, mas que vai mudar a realidade do Espírito Santo, vai agregar muito valor à nossa economia", assinalou José Luiz Dantas, presidente da UVV. Dantas conhece os donos da HBR e tem ajudado a intermediar a vinda da empresa para o Estado.
Não é só o Espírito Santo que está na jogada. O Ceará também está na briga. "Temos que ter velocidade, principalmente na questão da área. O cavalo está passando na nossa frente, não podemos perder a oportunidade de montar", afirmou o vice-governador Ricardo Ferraço, um dos principais responsáveis pela negociação com a HBR. 
Executivos da HBR Aviação estiveram em Linhares na terça-feira (09)
Cesar Parizotto (HBR), Marco Antonio Audi (HBR), José Luiz Dantas (presidente da UVV) e Sérgio Gonçalves (HBR) estiveram em Linhares na terça-feira (09) Crédito: Divulgação

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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