Em depoimento que faz parte de seu acordo de delação premiada, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) declarou que pagava uma mesada à senadora Rose de Freitas quando ela era deputada federal pelo MDB. A informação foi publicada neste domingo pelo colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”. Rose nega a veracidade da informação e pede apuração rigorosa dos fatos.
Cabral está preso desde outubro de 2016 e já foi condenado por corrupção em dezenas de processos. É um recordista de condenações na Operação Lava Jato. Em dezembro de 2019, firmou acordo de colaboração com a Polícia Federal.
De acordo com o colunista Lauro Jardim, “a delação de Sérgio Cabral não deixou de fora alguns ex-companheiros de Senado e de partido – mais precisamente o ex-senador Romero Jucá e os senadores Valdir Raupp, Renan Calheiros e Rose de Freitas. Quando deputada, a capixaba Rose recebia uma mesada que ele próprio mandava pagar, sempre de acordo com a delação de Cabral”.
Cabral foi governador do Rio por dois mandatos, de 2007 a 2014. Rose foi deputada pelo MDB até 2014, ano em que se elegeu senadora pelo mesmo partido. Em 2018, a senadora trocou o partido de Cabral e Michel Temer pelo Podemos, para poder disputar a eleição ao governo do Espírito Santo.
A coluna entrou em contato com a assessoria de Rose de Freitas para saber seu posicionamento sobre a informação publicada por Jardim. A assessoria nos enviou a seguinte nota de esclarecimento:
A respeito da nota à página 10 do jornal "O Globo” deste domingo, 16, o gabinete da senadora Rose de Freitas esclarece:
. Não existe informação oficial que comprove o conteúdo da nota do jornal "O Globo”.
. Ainda assim, no que diz respeito à senadora Rose de Freitas, a informação divulgada não procede.
Também por intermédio de sua assessoria, a senadora deu a seguinte declaração:
Desde o fim do ano passado, Rose está licenciada do mandato no Senado por motivos médicos – embora, nas últimas semanas, tenha participado de atividades políticas, como reuniões do governador Renato Casagrande (PSB) com a bancada do Espírito Santo no Congresso e representantes do governo federal a fim de levantar recursos para a recuperação de cidades do Sul do Estado castigadas por enchentes em janeiro. Rose está sendo substituída por seu 1º suplente, o empresário Luiz Pastore, de São Paulo.