Festejar e celebrar sempre foram antídotos para superar a dor e o sofrimento. Este rito é necessário para seguir em frente. A passagem de fim de ano é o ápice da celebração e do encontro. Poder caminhar pelas calçadas da cidade à noite. Todos na mesma direção, de peito aberto, semblante alegre. Revela a confiança e a certeza de que é possível viver juntos em sociedade e blindar o inicio de um novo ano. Mas nem sempre é assim!
Os capixabas aprenderam, de forma cruel e terrível, o drama de viver num caos social. A falta de segurança, de policiamento nas ruas, mostrou a violência em sua face mais cruel. A greve da PM em 2017 causou sérios problemas sociais e desencadeou uma onda de mortes e saques. Deixou um exemplo negativo de descaso com a coisa pública e da vida em sociedade.
Este fato lastimável revelou quanto o abandono da segurança pública e a falta de políticas sociais efetivas podem transformar a vida cotidiana um cenário de medo, pânico e mortes. Mostrou que é preciso ter instituições fortes, para não ficarem reféns de grupos de interesses. Órgãos públicos preparados e prontos para dar respostas rápidas a problemas do cotidiano capixaba.
A segurança pública é um direito dos capixabas. O anúncio de queda nos índices de violência feito pelo governo do Estado traz um alivio. Mostra que tem algo dando certo. Quem esteve nas ruas para comemorar as festas de fim percebeu o clima de segurança. A tranquilidade para participar na cidade de eventos públicos é certeza de que o governo é necessário para garantir a vida em sociedade.
É a crença na sociedade e a materialização das expectativas dos capixabas nas suas instituições. É o fato de acreditar que existe uma ordem estabelecida que garante o funcionamento regular da vida social. É esta crença nos poderes do Estado e instituições que faz com que possa acontecer um mínimo de vida em sociedade.
A gestão da política de segurança pública é um desafio tanto para o governo, quanto para a sociedade. Os instrumentos de enfrentamento da criminalidade e da violência têm sido insuficientes para proporcionar a segurança individual e coletiva. Isto é fato!
Mas nesta sociedade desigual, com seus movimentos de continuidades e rupturas, o Estado tem um papel forte no controle e promoção de ações sociais. Pela via de mecanismos jurídicos e instituições. Por políticas públicas para promover a redução da desigualdade social. Enfim, cabe ao Estado garantir ao povo capixaba a felicidade de comemorar a vitória da vida sobre a morte.