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Após críticas

Witzel 'esqueceu da ética e da moral' ao divulgar telefonema, diz Mourão

O governador do Rio divulgou, no Twitter, um vídeo em que telefona ao presidente em exercício, Hamilton Mourão

Publicado em 27 de Janeiro de 2020 às 12:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 jan 2020 às 12:25
Presidente da República, Jair Bolsonaro e seu Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão Crédito: Marcos Corrêa/PR
O presidente em exercício, Hamilton Mourão, reagiu nesta segunda-feira (27), à gravação de um telefonema entre ele e Wilson Witzel (PSC) que foi divulgada pelo governador do Rio. Mourão afirmou que Witzel "esqueceu" da ética e da moral.
No domingo, dia 26, o governador do Rio divulgou, no Twitter, um vídeo em que telefona ao presidente em exercício, com o viva voz ligado, e pede apoio do governo federal para conter estragos causados pela chuva. Witzel chama Mourão de "senhor presidente".
"Em relação ao governador Witzel, ele diz que foi fuzileiro naval. Eu acredito que ele se esqueceu da ética e da moral que caracterizam as Forças Armadas quando saiu do corpo de fuzileiros navais", disse Mourão.
Na ligação divulgada pelo governador, Mourão afirma que está "ciente" da situação e que vai pedir auxílio ao Rio para o ministro Fernando Azevedo, da Defesa. "Qualquer coisa a gente apoia mais alguma coisa aí no Rio de Janeiro, governador", afirma Mourão.
Em viagem à Índia, o presidente Jair Bolsonaro também criticou a divulgação do telefonema. "Ele, pelas imagens, está no seu carro e um assessor filma. E ele liga para o presidente em exercício. Eu acho que não é usual alguém fazer isso. Eu não gostaria que fizessem comigo, não interessa qual seja o assunto. O que se trata por telefone tem que ser reservado", afirmou Bolsonaro nesta Segunda.

CHUVAS

O presidente em exercício disse nesta segunda-feira que terá agendas sobre liberação de recursos federais para reparar estragos causados pela forte chuva em Minas Gerais e no Espírito Santo. "Preciso conversar com a área econômica e com o ministro Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional)", afirmou.
Mourão considerou que foi "excelente" a agenda de Bolsonaro na Índia e que a ideia é "dobrar" o fluxo comercial com o país até 2022. "Excelente, não tínhamos aproximação tão grande com a Índia, apesar de estarmos no Brics. Agora, com esses 15 acordos assinados nas mais variadas áreas, abre aí um novo mercado e com a meta, que foi posta, de a gente dobrar nosso fluxo comercial aí até 2022", declarou.
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