Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • STJ aceita por unanimidade denúncia contra Witzel, que vira réu
Rio de Janeiro

STJ aceita por unanimidade denúncia contra Witzel, que vira réu

O tribunal analisou a primeira das três denúncias da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC)

Publicado em 11 de Fevereiro de 2021 às 17:07

Agência FolhaPress

Publicado em 

11 fev 2021 às 17:07
Governador afastado do Rio Wilson Witzel
Governador afastado do Rio Wilson Witzel Crédito: Philippe Lima/Governo do Rio
STJ (Superior Tribunal de Justiça) aceitou nesta quinta-feira (11), por unanimidade, a primeira das três denúncias da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).
Nesta primeira, Witzel foi denunciado sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. Assim, ele passa à condição de réu. Participaram do julgamento 14 dos 15 ministros que compõem a Corte Especial.
A acusação da PGR foi apresentada em agosto do ano passado, ocasião em que o ministro Benedito Gonçalves, relator do caso, afastou Witzel de suas funções. Ele nega as acusações.
Gonçalves organizou o julgamento em duas etapas: primeiro foi analisada a acusação contra Witzel.
Ficaram para um segundo momento as acusações contra os demais denunciados, incluindo a advogada Helena Witzel, mulher do governador afastado, e outras setes pessoas, entre operadores do esquema e empresários que teriam pago propina em troca de favorecimento na administração estadual.
Em extenso voto, o ministro Gonçalves analisou e rejeitou uma série de questões preliminares apresentadas pela defesa, incluindo pedido de absolvição sumária, por entender que se faz, neste momento, um exame preliminar.
Disse que a etapa posterior se presta ao aprofundamento da análise, com a produção de provas e de novos testemunhos. O ministro também avaliou que o conjunto probatório anexado ao inquérito é suficiente para análise do recebimento da denúncia.
De acordo com a Procuradoria, o governador afastado utilizou-se do cargo para estruturar uma organização criminosa, na qual fornecedores teriam pago R$ 554 mil em propina por intermédio do escritório de advocacia de sua mulher.
Os investigadores sustentaram que, a partir da eleição de Witzel, em 2018, a organização foi estruturada, dividida em grupos, representados por empresas, que disputavam o poder no governo do estado mediante o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.
A denúncia descreve que na área da saúde o grupo instituiu um esquema de espécie de caixinha para o pagamento dessas vantagens, principalmente por meio do direcionamento de contratações de organizações sociais e na cobrança de um pedágio sobre a destinação de restos a pagar aos fornecedores.
Ao iniciar a leitura de seu parecer, com o qual detalhou as acusações contra Witzel e os demais denunciados, a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, classificou de terrível a situação sob análise do STJ.
"Ao invés de proporcionar um momento afetivo, momento em que as pessoas tentam amenizar a dor, elas usaram [os recursos] em benefício próprio", disse Lindôra. "Talvez seja essa a coisa mais terrível que tenha acontecido neste momento de calamidade."
"Dinheiro da União destinado a hospitais de campanha, a compra de respiradores, foi desviado para benefício dessas pessoas."
Criminalista responsável pela defesa de Witzel, o advogado Roberto Podval atacou o instituo da delação premiada.
"A crônica do nosso país, infelizmente, tem sido pródiga, nos últimos anos, em casos de injustiças causadas por conta de dar crédito em demasia à palavras de delatores, delinquentes confessos", afirmou Podval.
"Reputações foram aniquiladas, inocentes foram execrados por conta de dar crédito a palavra de delatores."
As investigações avançaram com a colaboração do ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que firmou acordo de delação premiada com a PGR.
Santos afirmou que os recursos desviados da Saúde iam para um caixa único e um montante de 20% era destinado a Witzel. Segundo o ex-secretário, outros 20% eram destinados ao Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC.
Além da condenação dos acusados, a PGR pediu a decretação da perda do cargo público de Witzel e o pagamento de indenização mínima de R$ 1,1 milhão aos cofres públicos.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Motoboy é baleado por motorista durante briga de trânsito em Vitória
"Quebrou quase todos os dentes", diz mãe de motoboy baleado em briga de trânsito em Vitória
Imagem BBC Brasil
'Nunca vi isso antes': jogador inglês fala à BBC sobre estreia no futebol brasileiro e relação com torcida do Corinthians
Imagem de destaque
Baralho cigano: previsão para os 12 signos de 27 de abril a 03 de maio de 2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados