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Prevenção interna

Ronaldinho realiza exame por risco de coronavírus em presídio no Paraguai

O Estado apurou que o procedimento foi realizado em todos os detentos como parte da verificação dentro do presídio para descobrir se há algum preso com suspeita de coronavírus

Publicado em 11 de Março de 2020 às 19:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 mar 2020 às 19:32
Ronaldinho Gaúcho e irmão chegam algemados para audiência sobre uso de passaportes falsos Crédito: Agência Lance
Médicos foram à cela de Ronaldinho Gaúcho e Assis nesta quarta-feira (11) no presídio de segurança máxima onde os dois estão detidos em Assunção, no Paraguai, para medir a temperatura de ambos. O Estado apurou que o procedimento foi realizado em todos os detentos como parte da verificação dentro do presídio para descobrir se há algum preso com suspeita de coronavírus.
Autoridades paraguaias decidiram suspender eventos e shows públicos e privados, além de atividades em locais fechados, como cinemas, teatros, clubes e cassinos. Eventos esportivos têm de ser realizados sem a presença de torcedores e as atividades escolares estão suspensas por um período de duas semanas.
O Ministério da Justiça não proibiu visitas nos presídios, mas médicos estão fazendo o controle na entrada de cada penitenciária para identificar visitantes com problemas respiratórios. Esta quarta-feira foi dia de visita no presídio onde Ronaldinho e o irmão estão detidos e ambos receberam seus advogados na cadeia.
Também nesta quarta-feira, a Suprema Corte do Paraguai decidiu suspender as atividades judiciais e administrativas em todo o país até o dia 26 de março, a fim de mitigar a disseminação do coronavírus. A paralisação temporária do poder judiciário paraguaio, no entanto, não deve afetar Ronaldinho e o seu irmão porque medidas cautelares serão seguidas e julgamentos já iniciados continuarão.
Ronaldinho e Assis tiveram o pedido de transferência para prisão domiciliar negado na terça-feira. A Justiça determinou que eles precisavam permanecer em um presídio durante a investigação. O inquérito pode durar até seis meses para ser concluído, de acordo com as leis paraguaias.
Os advogados agora trabalham para recorrer à Segunda Instância. A defesa alega que o ex-jogador não sabia que o passaporte que deram a ele havia sido adulterado.

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