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Com impactos

Rio prevê encerrar o ano com contas 'no azul' apesar da pandemia

Expectativa é de que o superávit no ano atinja R$ 600 milhões, motivado principalmente por renegociações de contratos e aumento da arrecadação de ICMS

Publicado em 11 de Novembro de 2020 às 15:49

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 nov 2020 às 15:49
Governador em exercício Claudio Castro, durante reunião com o secretariado
Governador em exercício Claudio Castro, durante reunião com o secretariado Crédito: Rafael Campos/Governo do RJ
Apesar da pandemia e de todos os seus impactos econômicos, o governo do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira (11), que o Estado deverá fechar o ano no azul. A expectativa é de que o superávit no ano atinja R$ 600 milhões, motivado principalmente por renegociações de contratos e aumento da arrecadação de ICMS no segundo semestre.
Em entrevista concedida na Secretaria da Fazenda, o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), anunciou também que pagará os salários de novembro dos servidores já no dia 1º de dezembro, e que o 13º "será pago integralmente no dia 15 de dezembro".
O anúncio veio após apresentação do secretário de Fazenda, Guilherme Mercês. Segundo ele, a expectativa inicial era de que o Estado pudesse fechar o ano com um rombo que poderia superar os R$ 11 bilhões, motivado principalmente pela queda no preço do barril de petróleo, contratos considerados "danosos" ao Rio e efeitos da pandemia. Um surpreendente aumento de arrecadação de ICMS no segundo semestre - comparado a 2019 - e renegociação de acordos acabou revertendo o quadro.
O governador classificou os números positivos de "um trabalho de formiguinha". "Não há fórmula mágica. Apesar de eu ser uma pessoa que acredita em milagre, neste caso não há milagre", declarou. "O primeiro trabalho é parar de criar novas dívidas; o segundo é olhar para as nossas dívidas e saber se eram corretas e se podíamos negociá-las."

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