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Investigação

Reconstituição da morte de capitão Adriano na Bahia dura 4 horas

Morto em fevereiro, Adriano da Nóbrega era acusado de chefiar a milícia Escritório do Crime, citado em investigações do assassinato de Marielle Franco, e mantinha relações próximas ao senador Flávio Bolsonaro

Publicado em 12 de Julho de 2020 às 20:52

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 jul 2020 às 20:52
A Polícia da Bahia fez uma reconstituição da operação que resultou na morte de Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão Adriano, no município de Esplanada, no interior do Estado. De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, a repetição do confronto durou quatro horas.
Ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito no caso Marielle
Ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito no caso Marielle, foi morto em fevereiro Crédito: Polícia Civil/Divulgação
Adriano da Nóbrega morreu no dia 9 de fevereiro, durante uma operação da polícia baiana, que tentava capturar o ex-PM do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Adriano é acusado de chefiar a milícia Escritório do Crime - citada em investigações da morte da vereadora do PSOL Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes - e mantinha relações próximas ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) , que empregou parentes dele quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o exercício de reconstituição deste domingo repetiram todas as ações das equipes que procuravam Adriano na região. O procedimento foi solicitado por delegados do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e coordenado por peritos do Departamento de Polícia Técnica.
A equipe composta por três policiais militares que localizou Adriano em fevereiro participou da reconstituição. Os policiais mostraram como foram realizadas as buscas, a entrada no imóvel onde Adriano se escondia, o confronto e a prestação de socorro.
O laudo da reprodução simulada será anexado aos exames periciais que foram realizados no corpo de Adriano, em um colete balístico atingido no confronto e na análise do local de crime.
"Desde o início fomos transparentes sobre como ocorreu essa operação. Divulgamos depoimentos dos policiais e o laudo de necropsia. A reprodução simulada é mais uma maneira de esclarecer o caso e oferecer todos os subsídios à Polícia Civil para concluir o inquérito", declarou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa.

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