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Livre nos EUA

Ramagem agradece a governo Trump após soltura e chama PF de 'polícia de jagunços'

Em vídeo divulgado nas redes, ex-deputado federal repete aliados bolsonaristas e diz que situação nos EUA é regular

Publicado em 16 de Abril de 2026 às 19:13

Agência FolhaPress

Publicado em 

16 abr 2026 às 19:13
Família que morreu em acidente na BR 101, em Jaguaré, foi velada e enterrada em Cariacica
Ramagem foi solto após passar dois dias preso nos EUA.
Crédito: Reprodução/Corrections Department Orange County
WASHINGTON - O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que foi preso pelo ICE (agência de imigração dos Estados Unidos) nesta semana e solto após dois dias encarcerado, publicou um vídeo nas redes sociais em que agradece a alta cúpula do governo Donald Trump pela sua soltura.

Ele também disse que entrou "regularmente nos EUA, com passaporte válido, visto válido" e que, na sequência, entrou com pedido de asilo.

"Rebeca e eu estamos dentro de todos os procedimentos e todas as fases, o que nos confere estado de permanência regular nos EUA. E aqui eu venho agradecer o governo americano, da mais alta cúpula do governo Trump", afirma Ramagem no vídeo.

Um documento do Departamento de Segurança Interna apontava que o ex-deputado estava com o visto vencido e, por isso, poderia ser passível de deportação ao Brasil. "Não houve nem pagamento de fiança, algo que é normal nestes casos. Não apenas estou em situação regular como não estou me escondendo."

A Polícia Federal afirmou que a prisão de Ramagem aconteceu após uma cooperação internacional entre Estados Unidos e Brasil. O ex-deputado foi condenado à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado.

Ele ainda criticou a Polícia Federal, afirmando se tratar de uma instituição "que um dia já teve credibilidade" e que hoje é uma "polícia de jagunços". Ramagem ainda afirmou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que disse que a prisão do ex-deputado aconteceu a partir de uma cooperação internacional, deveria ser afastado do cargo.

Rodrigues já afirmou que Ramagem, que além de ex-parlamentar também é ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), saiu de forma clandestina do país pela fronteira com a Guiana.

Após a prisão de Ramagem, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quinta-feira (16) missão oficial de integrantes do colegiado aos Estados Unidos para acompanhar a situação de brasileiros no país americano que pediram asilo político, como é o caso do ex-deputado.

O requerimento foi apresentado pelo senador Jorge Seif (PL-SC) na quarta (15) e diz que o objetivo é "especialmente" averiguar a situação de Ramagem. O texto foi aprovado sem votação nominal, quando é informado como se manifestou cada senador. A reunião foi presidida por Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que declarou ser a favor da iniciativa.

Sem apresentar uma data para a viagem, os senadores pretendem ir a Orlando, cidade na Flórida onde o ex-parlamentar do PL foi preso, e à capital Washington D.C. Ainda não está definido quem participará da iniciativa. A comissão tem 19 titulares e é presidida por Nelsinho Trad (PSD-MS).

Segundo o requerimento de Seif, a missão pretende verificar a prestação de assistência consular aos brasileiros, acompanhar a execução do Tratado de Extradição firmado entre o Brasil e EUA e realizar visitas técnicas a instalações de custódia do ICE e reuniões no Consulado-Geral e na embaixada brasileira.

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