Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Brasil
  • PC prende suspeito de matar estudante em MG após caso ser tratado como suicídio
Em BH

PC prende suspeito de matar estudante em MG após caso ser tratado como suicídio

O corpo da vítima foi encontrado por uma amiga no dia 9 de fevereiro, e o caso foi inicialmente registrado como suicídio; após exames periciais e depoimentos, porém, a investigação passou a apontar feminicídio

Publicado em 20 de Maio de 2026 às 17:03

Agência FolhaPress

Publicado em 

20 mai 2026 às 17:03
Giovanna Neves, de 22 anos, morta em BH
Giovanna Neves, de 22 anos, morta em BH Reprodução/Polícia Civil
A Polícia Civil prendeu na última sexta-feira (15) um homem suspeito de matar a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, 22, encontrada morta no apartamento onde ela morava no bairro Savassi, em Belo Horizonte.
O corpo da vítima foi encontrado por uma amiga no dia 9 de fevereiro, e o caso foi inicialmente registrado como suicídio. Após exames periciais e depoimentos, porém, a investigação passou a apontar feminicídio.
Um engenheiro de 45 anos foi preso temporariamente suspeito do crime. O nome dele não foi divulgado e a polícia não informou se ele já possui algum defensor. Segundo a corporação, após ser detido, ele optou por não se manifestar.
Os policiais afirmaram que a ocorrência foi tratada inicialmente como suicídio devido a um histórico de depressão da vítima e à ausência de indícios aparentes de homicídio no apartamento.
"Essa narrativa foi totalmente contraditada pelo resultado da necropsia, que conclui [que a morte foi por asfixia mecânica direta, por sufocação direta", afirmou a delegada Ariadne Coelho.
A investigação também levou em conta o fato de o suspeito ter se apossado do apartamento da vítima e solicitado o reconhecimento de união estável dois dias após a morte dela.
Segundo a delegada, Giovanna tinha cerca de R$ 200 mil a receber de herança, e o homem teria interesse em assumir esse valor.
"Ele começou a mandar áudio para as amigas próximas, para familiares, falando: 'Ela morreu nos meus braços'. Como que ela morreu nos braços dele se não foi ele que acionou a polícia?", disse Coelho.
A polícia apurou ainda que o homem, formalmente casado e pai de quatro filhos, começou a namorar a vítima cerca de quatro meses antes da morte.
Segundo a investigação, ele se mudou para o apartamento da estudante logo após o início do relacionamento e passou a afastá-la de amigas e familiares. Para a delegada, depoimentos indicam um contexto de dependência emocional, o que reforçou a suspeita de feminicídio.
"Trata-se de uma desumanização literal, externada pelo feminicídio, mas que é sempre precedida por uma desumanização simbólica, em que os agressores tentam culpabilizar a vítima, afastá-la dos familiares", afirmou.

Veja Também 

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião do Comitê Gestor do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios

Redes sociais terão que retirar conteúdo íntimo vazado em até duas horas

Imagem de destaque

Bebê encontrado entre paredes na Paraíba morre; polícia pede internação da mãe

Redes sociais, celular, tecnologia

Lula assina decretos com novas regras para redes sociais e prevê fiscalização de big techs

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Cobrança de R$ 400 milhões: família Cola vence disputa contra comprador da Itapemirim
À esquerda, o policial militar Lucas Torrezani de Oliveira; à direita, o músico Guilherme Rocha
MP diz que ex-PM iniciou agressões contra músico em Jardim Camburi
Taça EDP das Comunidades
Peneiras da Taça EDP das Comunidades 2026 começam neste fim de semana

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados