Publicado em 4 de novembro de 2021 às 08:25
O IML (Instituto Médico Legal) de Minas Gerais concluiu nesta quarta-feira (3) a identificação dos corpos de 22 das 26 pessoas mortas em uma operação policial realizada no domingo (31) em Varginha, sul de Minas Gerais. >
O grupo, de acordo com as autoridades, se preparava para realizar roubos a bancos da cidade, em uma modalidade criminosa conhecida como "novo cangaço". >
Dos identificados, onze são de Minas, sendo sete de Uberlândia e quatro de Uberaba, ambas cidades do Triângulo Mineiro. Outros quatro são de Goiás, dos municípios de Goiânia (3) e Rio Verde. Há dois ainda do Distrito Federal - um de Brasília e um de Gama - e dois do Maranhão, das cidades de Caxias e Eugênio Barros. >
Do restante, um é de Santos (SP), um de Nova Aripuanã (AM) e um de Porto Velho (RO). As idades dos mortos variam de 24 a 44 anos. As identificações foram feitas por impressões digitais. >
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A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se os suspeitos já tiveram participação em outros crimes cometidos no país, o que será feito via exames de DNA. A operação que resultou nas 26 mortes foi realizada conjuntamente entre a Polícia Militar do estado e a Polícia Rodoviária Federal. >
Segundo as autoridades, os suspeitos estavam em dois sítios localizados próximos a duas estradas opostas que dão acesso a Varginha. >
Ao chegarem aos locais, segundo informações da PM, os agentes foram recebidos a tiros e, ao revidarem, mataram os suspeitos. Nenhum policial foi ferido ou morto no confronto. As investigações iniciais apontam que o alvo dos suspeitos seria uma agência do Banco do Brasil localizada no centro da cidade. >
Nos sítios os policiais encontraram dez veículos, dez fuzis, três armas de grosso calibre e explosivos. A quantidade de carros e o armamento pesado levaram as autoridades a suspeitar se tratar de mais um ataque do que ficou conhecido como "novo cangaço". >
Nessa modalidade, quadrilhas fortemente armadas invadem cidades de médio porte em carros e caminhonetes para roubar bancos e explodir agências. Ataques desse tipo já foram registrados em Uberaba e Araçatuba (SP), entre outros municípios. >
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