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Em meio a críticas

Pazuello diz que Brasil está preparado para iniciar vacinação em janeiro

O ministro da Saúde fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite de quarta (6), o primeiro desde que assumiu o cargo em maio do ano passado

Publicado em 07 de Janeiro de 2021 às 08:22

Agência FolhaPress

Publicado em 

07 jan 2021 às 08:22
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante sua cerimônia de posse no Palácio do Planalto.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também afirmou que o Brasil já tem 354 milhões de doses de uma vacina contra o novo coronavírus Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em meio a críticas pelo atraso para adquirir insumos e equipamentos, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na noite desta quarta-feira (6) que o Brasil está preparado e tem seringas suficientes para iniciar a vacinação contra a Covid-19 ainda em janeiro.
Pazuello também disse que o governo vai publicar nesta noite uma Medida Provisória que trata de "medidas excepcionais" para a aquisição de vacinas e insumos. A MP determina que a coordenação da vacinação vai caber ao Ministério da Saúde e também permite, por exemplo, a compra de imunizações antes da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O ministro da Saúde fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite de quarta, o primeiro desde que assumiu o cargo em maio do ano passado.
"Hoje, o Ministério da Saúde está preparado e estruturado em termos financeiros, organizacionais e logísticos para executar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19", afirmou o ministro.
"O Brasil já tem disponíveis cerca de 60 milhões de seringas e agulhas nos estados e municípios. Ou seja, um número suficiente para iniciar a vacinação da população ainda neste mês de janeiro", completou.
O plano do governo é dar início à imunização neste mês com a importação de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca produzida por um laboratório indiano.
Pazuello também afirmou que o Brasil já tem 354 milhões de doses de uma vacina contra o novo coronavírus garantidas para 2021 sendo 254 milhões frutos da parceria da AstraZeneca/Oxford com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e outras 100 milhões da Coronavac -parceria da chinesa Sinovac com o Instituto Butantan.
A vacina da Sinovac vem sendo alvo de disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Apesar de ser um dos pilares do programa brasileiro de imunização, como mostra a fala do ministro, Bolsonaro segue ironizando a imunização.
Bolsonaro já questionou a Coronavac e disse que ela não transmitia confiança por sua "origem". Em transmissão recente em suas redes sociais, ele afirmou que a "eficácia daquela vacina lá de São Paulo parece que tá lá embaixo né? O percentual está bem baixo".
Pazuello também afirmou que o Brasil será exportador de uma vacina contra o novo coronavírus para outros países da América Latina.
Além disso, acrescentou que o país está em fase de negociação com os laboratórios Gamaleya, da Rússia; Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos; e Barat Biotech, da Índia.
O ministro da Saúde voltou a criticar o laboratório americano Pfizer, afirmando que as condições impostas são incompatíveis com o ordenamento jurídico brasileiro.
"Importante enfatizar, quanto à Pfizer, que já disponibilizou suas vacinas em vários países, mesmo em quantidades muito reduzidas, que o Ministério da Saúde está trabalhando com os representantes da empresa para resolver as imposições que não encontram amparo na legislação brasileira, dentre elas: isenção total e permanente de responsabilização civil por efeitos colaterais advindos da vacinação; transferência do foro de julgamento de possíveis ações judiciais para fora do Brasil; e disponibilização permanente de ativos brasileiros no exterior para criação de um fundo caução para custear possíveis ações judiciais", afirmou.
O ministro encerrou sua fala afirmando que, no que depender de sua pasta, a vacina contra a Covid-19 será gratuita e não obrigatória -como defende frequentemente Bolsonaro, que já indicou que não vai receber a imunização.
Nesta quarta, em conversa com apoiadores, o presidente voltou a questionar a vacinação.
"Uma pergunta aqui, com sinceridade: quem vai tomar vacina, levanta a mão?"
"Todo mundo que eu pergunto, tive na praia, perguntei; aqui no cercadinho. Tem um grupo um pouco maior que visita a gente eu pergunto. Não faço campanha nem contra ou a favor. Vai ser voluntária e gratuita, para quem quiser toar. Agora o pessoal tá desconfiado", disse.
Especialistas em saúde pública destacam que a ampla imunização da sociedade é fundamental para a superação da pandemia de Covid-19.

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