Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • OMS desiste de testar cloroquina em tratamento de Covid-19
Medicamento

OMS desiste de testar cloroquina em tratamento de Covid-19

Na segunda (25), a entidade havia anunciado a suspensão dos testes com hidroxicloroquina, para avaliar a segurança do medicamento

Publicado em 27 de Maio de 2020 às 11:59

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 mai 2020 às 11:59
Remédio, cloroquina
Remédio, cloroquina Crédito: Pixabay
Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a cloroquina da lista de drogas que seriam testadas para tratamento da Covid-19 (doença provocada pelo novo coronavírus) no programa internacional Solidarity.
Na segunda (25), a entidade havia anunciado a suspensão dos testes com hidroxicloroquina, para avaliar a segurança do medicamento. Estudo com dados de 96 mil pacientes publicado na sexta (22) indicava que as duas drogas, hidroxicloroquina e cloroquina, estavam relacionadas a maior mortalidade.
O uso das duas drogas é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, e na última quarta (20) o Ministério da Saúde alterou o protocolo para permiti-las também por pacientes com sintomas leves do novo coronavírus. Até então, a permissão era para pacientes graves e críticos e com monitoramento em hospitais.
Na página do Solidarity na internet, que até sexta-feira passada relacionava a cloroquina como droga a ser testada, a OMS incluiu um asterisco com este aviso: "De acordo com o protocolo do estudo inicial, a cloroquina e a hidroxicloroquina foram selecionadas como possíveis drogas a serem testadas no Solidariedade. No entanto, o estudo só foi realizado com a hidroxicloroquina; portanto, a cloroquina foi removida desta página como uma opção de tratamento listada em estudo".
Em entrevista na última quarta (20), a entidade havia citado os dois medicamentos como objeto de estudos para o tratamento da Covid-19 no Solidarity -programa internacional coordenado pela organização em 245 hospitais de 18 nações, com cerca de 3.000 pacientes e 885 médicos envolvidos. A OMS disse à Folha que não pode divulgar os nomes dos países participantes.
Questionada sobre a possibilidade de reintroduzir a cloroquina no programa após a checagem que está sendo feita na hidroxicloroquina, a entidade não havia respondido até as 8h30 desta quarta (27).
A revisão dos dados do Solidarity está sendo feita por um comitê independente, o Conselho de Monitoramento de Dados e Segurança (DSMC) por causa da forma como o experimento foi desenhado: um estudo randomizado duplo cego.
Randomizado quer dizer que os pacientes são escolhidos de forma aleatória, o que evita que os resultados sejam afetados por viés na seleção. Os participantes são divididos em dois grupos -um recebe o medicamento a ser testado e o outro recebe um placebo (produto que imita o remédio, mas é inócuo).
As características dos participantes são controladas, para isolar depois o efeito da droga de outras eventuais causas.
Duplo cego significa que nem o paciente nem os pesquisadores sabem quem está recebendo o remédio e quem está tomando o placebo, precaução tomada para garantir que não haja interferências que prejudiquem as conclusões do estudo.
O DSMC está revisando os dados do estudo com a hidroxicloroquina do Solidarity e de outras pesquisas em andamento e já publicadas, e deve divulgar uma conclusão em meados de junho.
Os pacientes que haviam sido escolhidos para o estudo continuarão recebendo a hidroxicloroquina até o final do tratamento.
Segundo a OMS, embora a hidroxicloroquina e a cloroquina já sejam produtos licenciados para o tratamento de doenças autoimunes e malária, até o momento eles não demonstraram ser eficazes para pacientes com coronavírus, e por isso deveriam ser usados apenas em testes, sob supervisão.
A organização afirma que "alertou os médicos contra a recomendação ou administração de tratamentos não comprovados aos pacientes com Covid-19 e alertou as pessoas contra a automedicação com eles".
"O potencial existe, mas são necessários muito mais estudos para determinar se os medicamentos antivirais existentes podem ser eficazes", diz a OMS.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Kit churrasco para a Copa: te ensinamos a montar o seu
Geferson Santo Martins da Silva, de 37 anos, morreu após sofrer queimaduras graves em Itarana
Morre homem incendiado com gasolina durante briga em Itarana
Imagem de destaque
As 10 profissões com os maiores salários no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados