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Em homenagem

Médica capixaba da Fiocruz prega Revolta da Vacina ao contrário

A pneumologista Margareth Dalcolmo, se emocionou e fez um apelo para que a população, o poder público e o empresariado abracem a causa da vacinação

Publicado em 08 de Dezembro de 2020 às 18:00

Redação de A Gazeta

Publicado em 

08 dez 2020 às 18:00
Pneumologista Margareth Dalcolmo
Pneumologista Margareth Dalcolmo Crédito: Divulgação
A  pneumologista da Fiocruz Margareth Dalcolmo, uma das médicas mais ativas durante a pandemia de Covid-19, foi homenageada nesta terça-feira (8), com o prêmio de personalidade do ano pelo braço carioca do grupo de empresários Lide. Na cerimônia, que teve o prefeito eleito Eduardo Paes (DEM) como convidado de honra, Margareth se emocionou e fez um apelo para que a população, o poder público e o empresariado abracem a causa da vacinação.
"Nós precisamos de uma Revolta da Vacina ao contrário. Hoje, ao contrário do que aconteceu naquela época, precisamos que o Rio compareça", disse, referindo-se ao episódio de 1904 em que os moradores da cidade se revoltaram contra a vacinação da varíola coordenada pelo médico Oswaldo Cruz. O sanitarista dá nome à fundação da qual a homenageada faz parte.
"Não é possível que o Rio e as demais capitais brasileiras não vão ter vacina por não ter um freezer que a mantenha a -80 graus Os empresários daqui vão botar freezer", vaticinou, enfaticamente, Margareth, que depois da cerimônia foi procurada pela classe empresarial ali presente.
No mesmo evento, realizado na zona sul do Rio e que teve como tema a responsabilidade social, foram premiados o Movimento União Rio, na categoria empresa, e o empresário Romeu Domingues, que ganhou como liderança empresarial do ano. Quase todos os participantes celebraram a volta de Paes à prefeitura quando foram convidados a discursar. "É uma alegria vê-lo de volta", disse a pesquisadora da Fiocruz para o prefeito eleito.
Questionado pela imprensa sobre a vacinação no Rio, Paes falou que a conversa entre ele e o governador paulista João Doria (PSDB), citada pelo tucano nesta segunda, não envolveu um pedido formal para envio da vacina CoronaVac. "Eu não sou o prefeito ainda, temos que ter responsabilidade nesse tema. Estou dialogando, meu secretário está conversando. Vamos tratar disso a partir de 1º de janeiro", disse.
Segundo o prefeito eleito, a conversa com Doria se deu por causa da nomeação do tucano Cristiano Beraldo para a Secretaria de Turismo do Rio, e o papo sobre a vacina ocorreu de forma despretensiosa.
"O governador João Doria é uma pessoa com quem me relaciono muito bem, tenho muita intimidade. Ele não faltou com a verdade. Eu disse que gostaria de discutir sim o tema, mas quem tem que discutir são os técnicos", apontou, dizendo que apenas "manifestou uma angústia" ao comentar que gostaria de ter a vacina antes de março. "A gente está na linha de esperar que tenha um programa nacional de imunização, que é o normal."

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