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Madrasta é presa sob suspeita de matar enteada com tiro de espingarda no RS

Madrasta é presa sob suspeita de matar enteada com tiro de espingarda no RS

Maria Helena de Souza, 50, estava visitando o pai, um idoso de 66 anos que está acamado, quando discutiu com a madrasta e acabou sendo atingida

Publicado em 24 de março de 2026 às 14:12

Maria Helena de Souza, 50, foi morta com um tiro de espingarda na casa do pai
Maria Helena de Souza, 50, foi morta com um tiro de espingarda na casa do pai Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Uma mulher de 63 anos foi presa sob suspeita de matar a enteada com um tiro de espingarda no sábado (21), em Igrejinha, a 85 km de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a vítima, Maria Helena de Souza, 50, estava visitando o pai, um idoso de 66 anos que está acamado, quando discutiu com a madrasta e acabou sendo atingida. A suspeita estava foragida e foi detida em Itajaí (SC) nesta segunda-feira (23). No início da noite de sábado, policiais militares atenderam a um chamado em uma propriedade na localidade de Rochedo, na zona rural de Igrejinha. No local, encontraram o corpo de Maria Helena com um ferimento à bala.

Segundo a Polícia Civil, a discussão teria começado porque a madrasta estava contrariada com a visita da filha do marido, o que motivou uma briga entre as duas. Após o desentendimento, a suspeita buscou uma espingarda calibre 12 que estava em um cômodo da residência e atirou contra a enteada. Maria Helena estava acompanhada do filho mais novo, que presenciou o ataque. Ainda de acordo com a polícia, a mulher fugiu pelos fundos da casa logo após o disparo e correu em direção a uma área de mata.

Em uma ação conjunta entre as polícias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a suspeita foi localizada e presa no bairro Cordeiro, em Itajaí. Ela é natural de Santa Catarina e tem parentes que residem na cidade.

Segundo o delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari, responsável pelo caso, o advogado da suspeita a acompanhou até a delegacia para a formalização da prisão. Ela não teve a identidade divulgada e a reportagem não conseguiu localizar a defesa. A arma foi recolhida pela polícia e encaminhada para perícia. Nem a suspeita nem a vítima tinham antecedentes policiais.

O corpo de Maria Helena foi enterrado na manhã de segunda-feira, em Canela, na serra gaúcha. Ela deixa dois filhos e dois netos. Caliari informou que, após audiência de custódia, a suspeita seria encaminhada ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, onde aguardará transferência para o sistema prisional gaúcho.

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