Publicado em 23 de março de 2026 às 15:28
O vereador Leniel Borel (PP), pai de Henry Borel, afirmou nesta segunda-feira (23) que considera um "segundo assassinato" o adiamento do júri popular relacionado à morte de seu filho, em 2021, aos quatro anos. O padrasto de Henry, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros, são réus sob acusação de homicídio qualificado e omissão, respectivamente.>
Em manobra no início do júri popular, a defesa de Jairinho abandonou o plenário e argumentou falta de acesso ao conteúdo total de um notebook de Leniel e pouco tempo para analisar o acervo de um celular. Os advogados alegam que o pai de Henry trocou mensagens com uma perita que assina um dos laudos pós-morte de Henry.>
A defesa de Jairinho havia pedido o adiamento da sessão em razão das alegações, o que foi negado pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri. Diante da negativa, os cinco advogados abandonaram a plenária, mas vão continuar no caso. O julgamento foi remarcado inicialmente para 22 de junho, o que ainda deve ser confirmado em nova decisão.>
Monique Medeiros acabou sendo beneficiada com a soltura. "O que foi feito aqui hoje é um assassinato, um terrorismo contra uma família que luta. É um desrespeito com a memória do Henry e com a minha família. O Henry não está mais aqui para contar a história dele, mas eu estou aqui para continuar esse legado. E aí fazem novamente uma palhaçada, uma estratégia protelatória. O que foi feito aqui é verdadeiramente um assassinato", afirmou Leniel Borel após a decisão desta segunda.>
>
Segundo Florence Rosa, advogada de Monique, a mãe de Henry retorna ao presídio Talavera Bruce, em Bangu, para assinar documentos e deve deixar a prisão ainda nesta segunda (23).>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta