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Reunião do G7

Lula não descarta explorar petróleo na foz do Rio Amazonas

Segundo presidente, local fica em alto-mar, "a 530 quilômetros da Amazônia"

Publicado em 22 de Maio de 2023 às 13:08

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 mai 2023 às 13:08
HIROSHIMA, JAPÃO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou não ver, ao menos por enquanto, efeito negativo sobre a Amazônia na exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas. "É em alto-mar", disse o petista nesta segunda-feira (22), em Hiroshima, no Japão, onde participou como convidado da reunião do G7.
"Se explorar esse petróleo tiver problema para a Amazônia, certamente não será explorado, mas eu acho difícil, porque é a 530 quilômetros de distância da Amazônia." Acrescentou, porém, que só vai decidir quando estiver de volta no Brasil. "Eu só posso saber quando chegar (ao país)."
Na última quarta-feira (17), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) negou o pedido da Petrobras para perfurar a bacia da foz do rio Amazonas com objetivo de explorar petróleo na região.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista coletiva após a participação na cúpula de líderes do G7, em Hiroshima, no Japão
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista coletiva após a participação na cúpula de líderes do G7, em Hiroshima, no Japão Crédito: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação
"Não restam dúvidas de que foram oferecidas todas as oportunidades à Petrobras para sanar pontos críticos de seu projeto, mas que este ainda apresenta inconsistências preocupantes para a operação segura em nova fronteira exploratória de alta vulnerabilidade socioambiental", afirmou Rodrigo Agostinho, presidente do instituto.
Em resposta, a Petrobras afirmou que "todos os recursos mobilizados no Amapá e no Pará para a realização da Avaliação Pré-Operacional (simulado para testar os planos de resposta à emergência) foram feitos estritamente em atendimento a decisões e aprovações do Ibama".
A decisão do Ibama dividiu o governo.
Anunciada a recusa, o líder do governo Lula no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues, decidiu deixar a Rede, partido da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ele é um dos defensores do empreendimento.
Também houve repercussão dentro do governo. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu que a empresa não desista, reiterando o pedido ao Ibama, "envidando todos os esforços necessários ao atendimento das condicionantes e comprovação da adequação do projeto para a prospecção segura e sustentável da área".
A estatal, por sua vez, anunciou nesta sexta (19) que analisa o apelo da pasta de Silveira e que "segue comprometida com o desenvolvimento da margem equatorial brasileira, reconhecendo a importância de novas fronteiras para assegurar a segurança energética do país e os recursos necessários para a transição energética justa e sustentável".
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