Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 14:09
Um pai de santo foi preso preventivamente na quinta-feira (15) sob suspeita de violação sexual mediante fraude, estupro e violência psicológica contra ao menos sete mulheres que frequentavam seu terreiro de umbanda no Ceará. Francisco Rinivaldo Barbosa Gomes, conhecido como Pai Nivaldo de Oxóssi, 49, é diretor da União Espírita Cearense de Umbanda. A defesa jurídica do líder religioso não foi encontrada.>
Por meio de nota, a União Espírita Cearense de Umbanda disse que tomou conhecimento da prisão por meio da imprensa e que o líder religioso está afastado até que o caso seja elucidado. Informou ainda que não possui acesso aos autos ou às informações detalhadas do processo e, por isso, se abstém de posicionamento, além de manifestar solidariedade a todas as pessoas que "possam ter sido afetadas pelos acontecimentos", reafirmando o "compromisso com o respeito à dignidade humana, ao cuidado e à proteção de quem busca amparo espiritual em nossas comunidades".>
Francisco Rinivaldo foi preso no bairro Vila Velha, em Fortaleza, após mandado de prisão expedido pela 10ª Vara Criminal de Fortaleza. Nas denúncias, as vítimas relatam que o pai de santo criava falsos ritos para se aproveitar das mulheres. Conforme os relatos, ele também é suspeito de violência em liturgias tradicionais da religião, como banhos de ervas e lavagens em cachoeiras.>
Duas mulheres egressas do terreiro, que afirmam ser vítimas do pai de santo, denunciaram o caso à Associação Marta, que presta consultoria jurídica para mulheres vítimas de violência. "O perfil delas é de mulheres jovens que não tinham experiência na religião. Ele se aproveitava disso, talvez tenha sido um fator relevante na escolha das vítimas, por não conhecerem a cultura da religião. A religião é linda, a umbanda é puro amor, mas, infelizmente, o primeiro contato que elas tiveram não dessa forma", afirma a advogada Andressa Esteves, presidente da Associação Marta.>
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"Eram diversos rituais em que essas vítimas estavam nesse contexto e foram enganadas." Ela afirma que a associação acompanha sete mulheres que afirmam ser vítimas, mas que o número pode ser maior.>
A Promotoria do Ceará acompanha o caso, mas ainda não formalizou denúncia. O inquérito policial segue em andamento.>
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