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Caso Bernardo

Justiça condena o pai e a madrasta pela morte de Bernardo Boldrini

Após 5 dias de julgamento, mais duas pessoas foram sentenciadas

Publicado em 16 de Março de 2019 às 00:39

Publicado em 

16 mar 2019 às 00:39
Julgamento do caso Bernardo Boldrini: os quatro réus foram sentenciados à prisão Crédito: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

A juíza Sucilene Engler, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, condenou nesta sexta-feira (15) à prisão dos quatro envolvidos no assassinato de Bernardo Boldrini, de 11 anos, em 2014. Entre os condenados estão o pai, a madrasta, uma amiga da família e o irmão dela. O julgamento terminou após cinco dias e reunir um público que se aglomerou do lado de fora do tribunal de Três Passos, cidade de pouco mais de 23,9 mil habitantes.

O pai do menino, Leandro Boldrini, foi sentenciado a 33 anos e 8 meses de prisão, sendo 30 anos e 8 meses por homicídio, 2 anos por ocultação de cadáver e 1 ano por falsidade ideológica. Graciele Ugulini, madrasta de Bernado, foi condenada a 34 anos e 7 meses de prisão, dos quais 32 anos e 8 meses por homicídio e 1 ano e 11 meses por ocultação de cadáver.

Edelvânia Wirganovicz, amiga da família, foi condenada a 23 anos de reclusão, dos quais, 21 anos e 4 meses pelo homicídio e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. Para Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, a pena total fixada foi de 9 anos e 6 meses, sendo 8 anos por homicídio simples e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.

RECURSOS

Os condenados não poderão recorrer em liberdade da decisão. Apenas Evandro Wirganovicz poderá cumprir a sentença em regime semi-aberto.

O pai de Bernardo negou envolvimento no crime, enquanto a madrasta assumiu a responsabilidade pelo assassinato e disse ter ocorrido “uma sequência de erros” entre choro e frases balbuciadas.

CRIME

Bernardo Boldrini, segundo depoimentos, era vítima de descaso e falta de atenção por parte do pai e da madrasta. O menino foi morto com uma injeção letal e o corpo encontrado 10 dias depois, em uma cova vertical, à beira de um riacho em Frederico Westphalen.

Dezoito testemunhas prestaram os depoimentos, das quais cinco arroladas pela acusação, nove pela defesa de Leandro Boldrini e quatro pela defesa de Graciele Ugulini.

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