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Mulher na política

Janja cita Evita e Michelle Obama e promete combater machismo e racismo

As declarações foram dadas em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida na noite deste domingo (13). A futura primeira-dama disse que pretende ressignificar esse papel

Publicado em 14 de Novembro de 2022 às 08:55

Agência FolhaPress

Publicado em 

14 nov 2022 às 08:55
VICTORIA AZEVEDO
SÃO PAULO - A socióloga Rosângela da Silva, a Janja, afirmou que enxergou machismo nas críticas que recebeu ao longo da campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que pretende ressignificar o papel de primeira-dama.
As declarações foram dadas em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida na noite deste domingo (13).
"Houve machismo, porque talvez a figura do Lula por si só se bastasse, e agora tem uma mulher do lado dele, não que complemente, mas que soma com ele em algumas coisas. Hoje acho importante olhar para ele e também estar me vendo, isso não acontecia antes. Hoje ele tem um complemento, uma soma, que sou eu. Sou uma pessoa que é propositiva, que não fica sentada, que vai e faz", afirmou a mulher de Lula.
Janja disse que não se incomodou com as críticas que recebeu, até mesmo de representantes da campanha, e afirmou que a opinião que importava para ela era a do marido. "Se era importante para ele eu estar fazendo algumas coisas e estar do lado dele. Eu trouxe para mim esse papel de cuidar dele, de preservá-lo."
Rosângela da Silva, a Janja, durante campanha do candidato à presidência da República, Lula
Rosângela da Silva, a Janja, durante campanha do candidato à presidência da República, Lula Crédito: Bruno Santos/Folhapress
Desde o casamento com o petista, em maio deste ano, Janja ganhou cada vez mais notoriedade dentro e fora do comitê eleitoral de Lula. Pessoas de seu entorno a descrevem como uma mulher com brilho próprio, de conteúdo, com personalidade forte e amorosa.
No entanto, o protagonismo da socióloga trouxe elogios, mas também provocou incômodos entre aliados do petista.
Janja disse que não se incomodou com as críticas que recebeu e afirmou que a opinião que importava para ela era a do marido. "Se era importante para ele eu estar fazendo algumas coisas e estar do lado dele. Eu trouxe para mim esse papel de cuidar dele, de preservá-lo."
Ela também citou a preocupação com a segurança do presidente eleito e disse que também atuou nesse sentido para resguardar o marido. "A gente sabe todas as ameaças que ele sofre, isso era uma coisa que me deixava desesperada."
Ela também disse que a participação em articulações políticas não foi algo planejado, citando a ligação telefônica que fez para Simone Tebet (MDB), terceira colocada no primeiro turno, num primeiro momento de aproximação do petista com a senadora.
"As coisas acontecem muito no calor do que está acontecendo naquele momento. O telefonema da Simone, a gente estava em casa e falamos em ligar. Eu falei com a senadora e os dois conversaram. Não foi nada 'você vai ligar'. Não tenho nenhum papel de articulação política.", disse.
A socióloga também elogiou a participação de Simone no segundo turno, assim como da ex-ministra do meio ambiente Marina Silva (Rede), dizendo que a senadora desempenhou um papel "importantíssimo" e que ela trouxe "a importância da participação feminina".
"Tanto ela como a Marina. Marina tem um simbólico para o Brasil, as duas trilharam juntas esse segundo turno e foi muito importante."
Janja citou como exemplo de primeiras-damas Michelle Obama, dos Estados Unidos, e Eva Perón (Evita), da Argentina. E disse que, no governo Lula, terá como compromisso com a luta contra a violência contra as mulheres, a alimentação e o combate ao racismo.
Essa foi a primeira entrevista de Janja à imprensa. Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, a socióloga chegou a cogitar conversar com a imprensa em determinados momentos, mas a orientação da campanha foi a de preservá-la para evitar polêmicas desnecessárias.

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