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Coronavírus

Guedes quer que SP pague pela vacina sem ajuda do governo federal

Mais cedo o ministro da Economia garantiu que o governo terá os instrumentos necessários para enfrentar a doença, caso ela se estenda por mais um dois anos

Publicado em 29 de Outubro de 2020 às 15:30

Redação de A Gazeta

Publicado em 

29 out 2020 às 15:30
Ministro da Economia, Paulo Guedes durante entrevista coletiva
Ministro da Economia, Paulo Guedes durante entrevista coletiva Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira (29), que espera que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pague pela vacina sem precisar de socorro do governo federal. Mais cedo, Guedes afirmou que o panorama atual não indica uma segunda onda de contágio de covid-19 no Brasil, mas garantiu que o governo terá os instrumentos necessários para enfrentar a doença, caso ela se estenda por mais um dois anos.
"Já mandamos bastante dinheiro para São Paulo gastar com a Saúde, tomara que São Paulo encomende, pague sua vacina e vacine sua população", disse Guedes, em audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional para o acompanhamento de medidas contra a covid-19.
O presidente Jair Bolsonaro e Doria divergem publicamente sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19. Enquanto o presidente, que é candidato à reeleição em 2022, diz que o governo federal não obrigará a imunização, o governador de São Paulo, principal adversário de Bolsonaro, já afirmou que a vacina será obrigatória para os paulistas.
Na semana passada, o presidente revogou acordo feito pelo Ministério da Saúde para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida pelo Instituto Butantã.
"Há iniciativas de diversos governos estaduais com vacina russa, chinesa, americana, do Reino Unido. A orientação de qual é a melhor vacina é do Ministério da Saúde. Agora, não pode um governador querer vender vacina para governo federal antes de aprovação pela Anvisa", disse Guedes. "Eu sou liberal, e acredito que a vacina é uma decisão voluntária de cada um. Se o sujeito preferir ficar trancado em casa seis anos sem trabalhar, sem ter contato com ninguém e sem tomar a vacina, problema dele. Se ele quiser sair e tomar três vacinas, ele pode. Tem que conversar com o médico dele", afirmou.

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