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Operação

Greenfield vai à Justiça para obrigar JBS a explicar relação com Wassef

A JBS disse aos procuradores que Wassef atuou no 'acompanhamento de procedimentos de natureza criminal que envolviam (e ainda envolvem) interesses da companhia'

Publicado em 05 de Setembro de 2020 às 17:55

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 set 2020 às 17:55
Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro, fotografado nesta quarta-feira (17), durante cerimônia de posse  do novo de ministro de Estado das Comunicações, em evento no Palácio do Planalto
O advogado Frederick Wassef, que defendeu Flávio Bolsonaro nas investigações sobre supostas "rachadinhas" Crédito: Mateus Bonomi/Agif/Folhapress
A força-tarefa da Operação Greenfield apresentou petição à Justiça para obrigar a JBS a informar documentos que esclareçam a relação do grupo com o advogado Frederick Wassef, que defendeu Flávio Bolsonaro nas investigações sobre supostas "rachadinhas" na Assembleia Legislativa do Rio.
O pedido foi enviado após a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitar as informações à JBS e ao grupo J&F. Em resposta, a J&F afirmou não ter qualquer relação contratual com o escritório de Wassef enquanto a JBS disse que não poderia repassar informações pois elas estariam protegidas pelo sigilo entre cliente e advogado.
A JBS disse aos procuradores que Wassef atuou no "acompanhamento de procedimentos de natureza criminal que envolviam (e ainda envolvem) interesses da companhia", sem detalhar quais processos seriam.
A Greenfield apura o pagamento de R$ 9,83 milhões da JBS a Wassef entre 2015 e 2020. As movimentações financeiras foram detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em um relatório de inteligência financeira encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que investiga o caso das "rachadinhas". As informações foram reveladas pela revista Crusoe.
A investigação da força-tarefa não mira Wassef, mas sim busca esclarecer se houve omissão por parte dos delatores do grupo J&F por deixarem de informar sobre esses pagamentos em seus acordos de colaboração.
"Se ilícitos, podem trazer consequências para o acordo de leniência celebrado com a holding", apontou a Greenfield. Segundo a força-tarefa, o ajuste possui cláusulas explícitas sobre a cessação da prática de contidas criminosas, omissão e sonegação de informações.
Segundo a Greenfield, diferente do que alega a JBS, os documentos solicitados não estariam protegidos pelo sigilo assegurado a cliente e advogado, pois se tratam de comprovantes de prestação de serviços advocatícios, como contratos, notas ficais e procuradores. A Procuradoria pede que, ao menos, sejam informados os números dos processos em que Wassef atuou em defesa do grupo.
"Em havendo sigilo dos processos/procedimentos em que tenha de fato atuado Frederick Wassef (em nome da empresa ou de pessoas físicas a ela vinculadas), ainda assim as manifestações podem ser enviadas a este órgão ministerial, com o compartilhamento do sigilo, devidamente autorizado pelas autoridades competentes", afirmou a Greenfield.
O advogado de Joesley Batista, André Callegari, disse ao Estadão no final de agosto que "os colaboradores nunca outorgaram poderes para Frederick Wassef trabalhar em nome deles nem perante o Supremo Tribunal Federal, na PET 7003 (processo que trata do acordo de colaboração), nem perante a Procuradoria-Geral da República".
Em nota divulgada em agosto, a JBS disse que "o escritório de advocacia mencionado não representa nem se manifesta em nome da Companhia junto à PGR". "A empresa informa que os serviços prestados pelo escritório tiveram como finalidade atuação em inquéritos na esfera policial e que esses serviços foram prestados e pagos mediante emissão de notas fiscais, sendo a última referente ao ano de 2019", disse a JBS.

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