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Governo Bolsonaro inclui propostas pendentes em balanço de realizações

O documento ressalta que as iniciativas elencadas são as 'principais entregas do governo', estabelece como critério de seleção 'o Twitter do presidente' e ressalta que o conjunto é para ser usado como 'material de apoio na defesa do governo'

Publicado em 23 de Dezembro de 2019 às 16:29

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 dez 2019 às 16:29
Presidente da República, Jair Bolsonaro Crédito: Alan Santos/PR
O governo Jair Bolsonaro divulgou nesta segunda-feira (23) um balanço de realizações do primeiro ano de mandato que inclui propostas que não dependem apenas do Executivo, que não foram votadas pelo Legislativo e que ainda precisam ser implementadas.
O documento, divulgado pela Casa Civil, ressalta que as iniciativas elencadas são as "principais entregas do governo", estabelece como critério de seleção "o Twitter do presidente" e ressalta que o conjunto é para ser usado como "material de apoio na defesa do governo".
Na área econômica, por exemplo, o balanço de medidas trata como realização do governo o resultado positivo de R$ 30,2 bilhões nas contras públicas em janeiro deste ano. Além de o dado de janeiro não refletir ações da atual gestão, o resultado fiscal ficou negativo durante o ano. Até outubro, o rombo nos cofres do governo federal somou R$ 63,8 bilhões.
A Casa Civil cita ainda como vitórias duas medidas provisórias que não foram votadas pela Câmara e pelo Senado: a que acaba com a obrigatoriedade da publicação de balanços em jornais, a qual perdeu a validade, e a que criou uma carteirinha digital estudantil, que ficou para o próximo ano.
Ele afirma que a abertura da chamada caixa preta do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) está em processo. Na última semana, no entanto, o presidente da instituição financeira, Gustavo Montezano, disse que não há mais nenhum evento que requeira esclarecimento.
O documento cita também o projeto de lei que garante o excludente de ilicitude a agentes de segurança durante operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Ele foi enviado ao Legislativo, mas enfrenta forte resistência entre líderes partidários, que negociam a sua derrubada.
No texto, o governo classifica também como uma realização o posicionamento da AGU (Advocacia-Geral da União) no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a tipificação de homofobia como racismo.
A apresentação, porém, não teve resultado prático, já que a decisão da Corte foi em sentido contrário, enquadrando a homofobia e a transfobia na lei dos crimes de racismo até que o Congresso aprove legislação sobre o tema.
O mesmo ocorreu sobre a prisão após condenação em segunda instância, citada também no texto do governo. A AGU enviou manifestação em defesa da iniciativa, mas o STF a barrou em julgamento, o que permitiu a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No meio ambiente, o documento salienta que o Executivo combateu a dispersão de uma mancha de óleo no litoral nordestino. O governo, no entanto, não conseguiu ainda esclarecer quem foi o responsável pelo vazamento do combustível.
Além disso, a Marinha informou que, apesar da situação ter sido estabilizada, ainda há o risco de uma parcela do material estar armazenado em bolsões marinhos, com chance de vazamento para as praias brasileiras.
Na área internacional, a lista de medidas cita a captura e extradição do terrorista italiano Cesare Battisti, em janeiro. Ele, no entanto, foi preso na Bolívia e transferido para a Itália pelo governo boliviano, sem passar pelo Brasil.
A Casa Civil ressalta ainda como uma vitória o apoio dos Estados Unidos à entrada do Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Em entrevista a jornalistas, no último sábado (21), o presidente disse que ainda não há previsão para que a medida seja efetivada.
O documento afirma ainda que Bolsonaro teve um acolhimento inédito em viagem, em março, aos Estados Unidos. Na época, ele ficou hospedado na Blair House, casa do governo norte-americano. A residência, no entanto, também foi oferecida aos seus antecessores Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

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