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Falha em distribuidora de energia pode ter causado novo apagão no Amapá

O apagão desta terça (18) afetou 13 municípios do Amapá. A população voltou a ficar no escuro após o incêndio na subestação de Macapá que destruiu um transformador

Publicado em 18 de Novembro de 2020 às 16:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 nov 2020 às 16:07
Um novo apagão atinge todo o Estado do Amapá na noite desta terça-feira (17)
Um novo apagão atingiu todo o Estado do Amapá na noite desta terça-feira (17) Crédito: Maksuel Martins /Fotoarena/Folhapress
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou nesta quarta-feira (18), a possível causa do novo apagão que atingiu o Amapá ontem, o segundo em duas semanas. Em nota, o órgão disse que os desligamentos podem ter sido causados pela falha em uma linha de transmissão no momento em que ela seria "reenergizada". No início do mês, um incêndio em uma subestação de energia da capital Macapá deixou 14 dos 16 municípios do Estado no escuro. Nos últimos dias, o abastecimento ainda não havia sido regularizado 100% e vinha sendo feito pelo sistema de rodízio.
Segundo o ONS, a linha Santa Rita - Equatorial, que apresentou a falha, é mantida desligada até avaliação pela Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), distribuidora local. Ainda de acordo com o órgão, a "demora" na recomposição de cargas no Estado foi devido a uma "sequência de eventos", com três desligamentos do transformador da subestação que fica em Macapá e é responsável pela distribuição de energia na cidade.
O apagão desta terça-feira afetou 13 municípios do Amapá. A população voltou a ficar no escuro após o incêndio na subestação de Macapá que destruiu um transformador e danificou outro, que voltou a funcionar quase quatro dias depois. Naquele caso, o transformador era operado pela transmissora de energia, a Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LTME).
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o fornecimento no Estado já foi restabelecido em 80% da capacidade, mesmo patamar de antes do desligamento ocorrido na noite de ontem. A CEA informou que a energia voltou à 1h desta quarta e, após isso, a distribuidora voltou ao fornecimento em rodízio às 4h nos bairros que ainda estavam totalmente no escuro.
Na nota, o ONS traçou uma linha do tempo da interrupção no fornecimento de energia nesta terça. Segundo o órgão, às 20h27 ocorreu um desligamento automático do transformador da subestação Macapá, apenas no lado da distribuição, e da hidrelétrica Coaracy Nunes, provocando uma interrupção de 183 MW de carga no Amapá.
Às 20h51 foi iniciado o processo de recomposição e retomada gradual das cargas. No entanto, às 21h03, houve novo desligamento no transformador da subestação Macapá. A nova tentativa de retomada de carga se iniciou às 21h10, porém, às 21h20 ocorreu o terceiro desligamento do transformador. Às 21h36 foi iniciada nova retomada de carga, com conclusão 01h04 desta quarta, informou o ONS.
Inicialmente, o ONS afirmou que a linha de transmissão Santa Rita, que é mantida desligada para avaliação, era da Equatorial Energia. Em nova nota, o operador do sistema elétrico não cita mais que a linha é de propriedade desta empresa, citando apenas "Santa Rita - Equatorial".
Caso anterior. A empresa responsável pela subestação em Macapá que pegou fogo levou quase um ano para enviar um transformador que estava inoperante para conserto. Com problemas desde dezembro, o contrato de reparo do equipamento foi assinado em setembro, mas o Estadão apurou com duas fontes que o transporte do transformador até Santa Catarina, onde será feita a manutenção, começou apenas no último domingo.
A subestação é operada pela LTME, que deveria ter três transformadores prontos para levar energia ao Estado. A reportagem questionou a empresa sobre onde estava o equipamento danificado desde dezembro neste momento. Inicialmente, a resposta foi que estava com o fabricante para reparos especializados na fábrica, em Santa Catarina. Depois, corrigiu, afirmando que estava em trânsito, a caminho da fábrica. A concessionária foi questionada sobre o dia exato do embarque do transformador, mas disse que nenhuma outra informação seria divulgada. A Gemini Energy detém 85,04% de participação na linha, e 14,96% são da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM).

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