Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Ernesto Araújo se diz preocupado com 'totalitarismo tecnológico'
Ministro de Bolsonaro

Ernesto Araújo se diz preocupado com 'totalitarismo tecnológico'

O chanceler defendeu a existência de instrumentos, como a Organização Mundial de Comércio, para criar condições para competir independente de onde os agentes estiverem

Publicado em 29 de Janeiro de 2021 às 17:48

Agência Estado

Publicado em 

29 jan 2021 às 17:48
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse nesta sexta-feira, 29, que usaria uma expressão talvez um pouco forte para algo que é uma de suas preocupações em relação à democracia no mundo: o "totalitarismo tecnológico". "Pelo mundo, vemos desafios para a democracia", disse durante o painel "Redefinindo Geopolíticas", que é parte da versão online do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).
Também participaram das discussões a ministra dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação da Espanha, Arancha Gonzalez Laya; e o ministro da Inovação, Ciência e Indústria do Canadá, François-Philippe Champagne.
De acordo com o chanceler, a questão do totalitarismo não é especificamente uma questão de China contra Estados Unidos ou o contrário. "O que sabemos é que não queremos um controle total. Temos que evitar o controle totalitário", afirmou, acrescentando que não estava comentando sobre países ou empresas específicos.
O presidente do WEF, Borge Brende, perguntou ao ministro sobre a importância do relacionamento do País com os Estados Unidos, principalmente depois da eleição. "Qualquer mudança nos EUA é muito importante para nós, para todo o mundo", respondeu Araújo. "Assim como os EUA, o Brasil também está focado na mudança climática. O principal são os fundamentos e a liberdade", afirmou.
Segundo ele, o Brasil é favorável a alianças que respeitem a democracia e negou que haja algum tipo de rejeição a um país ou outro. "Somos a favor da ideia de alianças e democracia. Não somos contra específicos atores."
O chanceler defendeu a existência de instrumentos, como a Organização Mundial de Comércio (OMC), para criar condições para competir independente de onde os agentes estiverem. "Precisamos de diálogo em várias áreas, como o comércio eletrônico", citou.
O ministro chamou atenção ainda para a importância de os países abrirem suas economias. "O Brasil está abrindo sua economia", destacou, acrescentando que subsídios não fazem parte do jogo.
Na quarta-feira, 27, o chanceler brasileiro foi "fritado" pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que chegou a dizer que a demissão do ministro poderia ocorrer depois da eleição no Congresso, marcada para a próxima segunda-feira, 1º. Mourão deu a declaração momentos antes de participar do fórum, num painel sobre a Amazônia.
Na quinta-feira, 28, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou Mourão e disse que, dos 23 ministros sob o seu comando, há expectativa de apenas uma troca no momento. Ele afirmou ainda que tudo o que o governo não precisa neste momento é de "palpiteiro". Araújo vem sendo muito criticado por seu posicionamento aberto contra a China num momento que o Brasil precisa de insumos do país asiático para produzir vacinas contra o novo coronavírus.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Bilhões de refeições ao redor do mundo estão em risco por causa da guerra no Irã, diz presidente de empresa de fertilizantes
Imagem de destaque
Por que Amsterdã proibiu qualquer propaganda de carne nas ruas
Imagem de destaque
O que pesquisador descobriu pedalando como entregador de apps por 6 meses: 'É terra de ninguém, risco de vida o tempo todo'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados