WASHINGTON, EUA, E BRASÍLIA, DF - O senador Flávio Bolsonaro se disse "presidente eleito" do Brasil após fugir para os Estados Unidos nesta quarta-feira (28), segundo carta divulgada por seus aliados e atribuída ao candidato do PL derrotado nas urnas para Lula (PT) no último domingo (25).
"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", afirmou, segundo comunicado distribuído oficialmente por aliados da família Bolsonaro nos EUA, entre eles o comentarista político Paulo Figueiredo e o ex-policial militar André Porciuncula.
Segundo a carta, o senador anuncia que pretende liderar a oposição brasileira do exterior e volta a dizer, sem provas, que houve fraude na eleição de domingo, além de criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e agradecer ao presidente americano, Donald Trump, por acolher sua família no país.
Flávio desembarcou em Miami nesta quarta após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião privado que fez escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.
A declaração golpista representa uma reviravolta, já que o senador afirmou, na véspera, que desistiria de anular a eleição e que não iria fugir do país. Integrantes da cúpula da campanha afirmam que tentaram convencê-lo, na segunda, a recuar da declaração do domingo, de que não aceitaria a derrota nas urnas.
Aparentemente, na segunda, Flávio havia seguido o conselho dos aliados mais moderados, que se disseram surpresos com a fuga para os Estados Unidos.
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