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Crise no partido

Derrota para Bolsonaro: Delegado Waldir continua líder do PSL na Câmara

A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados decidiu nesta quinta-feira (17) que o Delegado Waldir (GO) continua líder do partido na Casa

Publicado em 17 de Outubro de 2019 às 15:34

Agência FolhaPress

Publicado em 

17 out 2019 às 15:34
Delegado Waldir, líder do PSL na Câmara, Crédito: Agência Câmara
Em uma derrota para a ala bolsonarista do PSL, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados decidiu nesta quinta-feira (17) que o Delegado Waldir (GO) continua líder do partido na Casa.
A Secretaria-Geral conferiu as assinaturas das três listas protocoladas na noite desta quarta (16), duas delas apresentadas pela ala bolsonarista do PSL, que tentava destituir o Delegado Waldir e substituí-lo por Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), na liderança da legenda na Câmara.
Segundo deputados, o presidente atuou pessoalmente para influir no processo. A disputa opõe aliados de Bolsonaro e do presidente do PSL, Luciano Bivar (PE). Na noite de quarta, a ala bolsonarista entregou uma lista com 27 assinaturas para tirar Waldir do comando da bancada.
Pouco depois, a ala bivarista apresentou sua própria lista, com 31 deputados. Os aliados do presidente apresentaram outra lista, com 27 nomes.
Segundo a Secretaria-Geral, das 27 assinaturas da primeira lista, 26 conferiram. Na lista dos apoiadores de Waldir, dos 31 nomes, 29 foram confirmados. E da terceira, dos 27 nomes, 24 conferiram -a assinatura é comparada com o cartão de assinatura do deputado.
Pelas regras, a última lista apresentada valeria. Mas, como não alcançou um nome a mais da metade dos parlamentares do partido, foi desconsiderada. Ficou valendo, então, a protocolada pelos apoiadores do Delegado Waldir, a única também com apoio de mais da metade dos deputados peselistas.
A Secretaria-Geral identificou ainda nomes iguais nas listas de bolsonaristas e bivaristas, mas não disse quais eram.

CONFERÊNCIA

Nesta quinta, Delegado Waldir reuniu jornalistas e afirmou que os dissidentes da ala bolsonarista não serão expulsos, mas poderão sofrer sanções legais. Ele adotou um tom conciliatório e minimizou o embate com os bolsonaristas. "Só aconteceu, o que é muito normal na democracia, uma disputa pela liderança do PSL, que é um espaço estratégico."
Waldir afirmou que sua liderança é temporária e termina em janeiro, e que em fevereiro o partido escolherá outro líder. O parlamentar disse ter começado a elaborar uma lista ao tomar conhecimento de que havia o recolhimento de assinaturas de alguns parlamentares. Apesar disso, Waldir afirmou que pretende pacificar o PSL.
"A gente sabe que houve um grande embate, muito desgaste, mas queria dizer que nós somos extremamente fiéis ao governo. Repetir: 98% fiel ao governo", afirmou o parlamentar, que negou ter obstruído, na terça, a votação da medida provisória que reformulava o governo.
Durante a sessão, Waldir determinou que a legenda entrasse em obstrução -tática comumente usada pela oposição para dificultar votações de interesse do Planalto. Segundo o parlamentar, a obstrução teve como objetivo evitar que os peselistas levassem falta no plenário.

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